Monique Hortolani sobre personagem espiã de C.I.C: 'Tempero brasileiro'
Parte do novo longa brasileiro, Monique Hortolani contou para a Contigo! tudo sobre a personagem e carreira
Monique Hortolani integra o filme C.I.C - Central de Inteligência Cearense como Divina, o "cérebro" por trás da organização e braço direito do Espírito Santo, papel de Nill Marcondes. Ela entrou de cabeça no mundo das artes marciais para viver a personagem. Com 12 anos de carreira, ela coleciona sucessos, como A Vida Secreta dos Casais, da HBO e Gênesis, da Record. Em conversa com a Contigo!, ela falou sobre a preparação para o longa e mais. Leia abaixo!
Em C.I.C, você é uma agente secreta e mergulhou nas artes marciais para vivê-la. Como foi essa preparação e o que ela trouxe de novo para você como atriz?
"A Divina é uma personagem muito divertida, porque ela entra nesse universo de espionagem com uma energia toda particular. Ela é ousada, destemida e tem um quê moderno, cabelo azul, batom preto, meio rock and roll. Não é a espiã clássica e perfeita que a gente costuma ver nos filmes internacionais, ela tem muito tempero brasileiro e é cheia de senso de humor. Foi uma preparação muito especial. Eu mergulhei nas artes marciais justamente para que ela tivesse essa postura física e essa agilidade de uma agente secreta pronta pra ação. Mas logo percebi que não era só sobre aprender um golpe bonito pra cena, era sobre desafiar os limites do meu corpo, no meu caso principalmente os da flexibilidade. Esse processo me trouxe muito foco, presença e uma conexão maior com o corpo, o que foi essencial pra personagem. Além disso, acabou ultrapassando o filme: eu me apaixonei de verdade pela prática. Sigo treinando até hoje, já conquistei a faixa camuflada, e sinto que isso me transformou também como atriz"
Você transita entre teatro, cinema e TV, além de escrever seus próprios projetos. Como equilibra tantas frentes criativas na sua carreira?
"Eu costumo brincar que vivo equilibrando vários pratinhos! No fundo tudo se conecta. A disciplina do teatro me ajuda no set de filmagem, a experiência do cinema amplia meu olhar na hora de escrever, e a TV me ensina a ser ágil e versátil. No fim das contas, o que me guia é a paixão por contar boas histórias, em qualquer formato. Escrever, por exemplo, é meu espaço de criação mais livre, onde posso inventar universos e personagens do zero. E é justamente daí que nasce o longa que estou desenvolvendo como roteirista e no qual também vou atuar como uma das personagens. É uma história inspirada em fatos reais, dentro do gênero true crime, que tem um olhar muito humano e também uma função de alerta social. Está sendo uma experiência transformadora poder unir escrita e atuação nesse processo. É puxado, mas é prazeroso!"
Com o projeto Destrava, você ajuda pessoas a ganharem mais confiança na comunicação. O que te motivou a criar essa iniciativa e de que forma ela se conecta com a sua trajetória artística?
"Para contextualizar quem não conhece o Destrava: eu e minha sócia, a Carol Rossi, criamos o projeto a partir das nossas próprias experiências. A metodologia nasceu do teatro, porque foi ali que encontramos muitas das técnicas que usamos até hoje. Desde 2021, a gente ensina que comunicar não é só 'falar bonito', mas também saber ouvir, ajustar o tom, o ritmo, a energia… e isso é exatamente o que eu também levo para a cena como atriz. Quando comecei a estudar interpretação, percebi o quanto a comunicação impacta em tudo: não só no palco ou nas telas, mas também na vida, no trabalho, nas relações do dia a dia. Muita gente tem ótimas ideias, mas trava na hora de se expressar e foi dessa vontade de compartilhar o que aprendi como atriz, junto com a bagagem da Carol, que nasceu o Destrava. A arte me ensinou sobre presença, corpo, voz e, principalmente, autenticidade. E hoje a gente transforma tudo isso em prática pros nossos alunos. É quase como ter um grande banco de dados vivo, do qual muitas vezes tiro inspiração."