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Javier Ambrossi, diretor: "O que eu gostaria que acontecesse com A Bola Preta é que alguém saísse do filme pensando: 'Eu preciso viver, fazer uma mudança na minha vida ou contar um segredo'"

Filme espanhol aclamado em Cannes é a abertura do Festival do Rio 2026.

24 set 2026 - 15h49
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Resumo
A aclamada dupla espanhola "Los Javis", de Javier Calvo e Javier Ambrossi, abrirá o Festival do Rio 2026 com o longa "A Bola Preta". Ovacionada em Cannes e baseada na peça teatral de Alberto Conejero, a obra épica traz três protagonistas gays e propõe uma narrativa abertamente antifascista e antibelicista. Segundo os diretores, a meta foi criar um cinema grandioso e atraente que supere os nichos LGBTQIA+, buscando emocionar e inspirar transformações profundas na vida dos espectadores.

Javier Calvo e Javier Ambrossi, dupla de cineastas espanhóis conhecida como "Los Javis", vêm consolidando seu nome com produções que ganharam repercussão dentro e fora da Espanha. Vimos isso com La mesías e com a incrível Paquita Salas, série disponível na Netflix, e veremos novamente com A Bola Preta, filme que abrirá o Festival do Rio 2026.

Foto: Elastica Films / Adoro Cinema

Em entrevista ao programa El cine en La Ser, Javier Ambrossi e Javier Calvo falaram longamente sobre o filme e sobre as intenções por trás desse grande projeto quando começaram a desenvolvê-lo. "Ao ler La Piedra Oscura, que é a origem de A Bola Preta, a peça de teatro de Alberto Conejero, há uma intimidade entre dois personagens que me remetia a O Paciente Inglês, a Titanic... Me levava àqueles filmes que, em algum momento, me fizeram amar o cinema", explica Ambrossi, emocionado. Isso porque o que Los Javis buscavam com seu filme era ir além de simplesmente contar mais uma história LGBTQIA+.

Um filme pensado para ser visto no cinema

"Queríamos um filme que fosse atraente para o espectador. Que fosse antibelicista e antifascista, mas que também fosse um filme atraente", continuou Ambrossi, explicando que "se você vai fazer um grande filme com três protagonistas gays, interpretados por três atores gays, dirigido, produzido e escrito por gays", eles queriam chegar ao público "para ver se conseguimos transmitir a ideia de que podemos fazer grandes filmes, de que o LGBTQIA+ não está necessariamente ligado a um n…

Veja o artigo original completo no AdoroCinema

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