Jason Statham diz que ser camelô foi importante para carreira
Na lista de titãs do universo dos filmes de ação, o britânico Jason Statham, 44 anos, ocupa lugar ímpar. Antes de se tornar ator, foi do time olímpico de saltos ornamentais da Inglaterra e zanzou pelas passarelas. Mas foi sua experiência como camelô nas ruas de Londres, vendendo relógio, que o catapultou para o primeiro filme, do amigo Guy Richie. Desde 1998, confirmou seu lugar em Hollywood com uma pitada de classe e outra de malandragem em produções como Porcos e Diamantes, Adrenalina e Carga Explosiva.
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Na conversa com o Terra ele fala da comparação com Bruce Willis e da devoção a Charles Bronson. O melhor da conversa com o Lee Christmas de Os Mercenários segue abaixo:
Como você se sente interpretando um personagem originalmente criado por Charles Bronson?
Muitíssimo feliz. Ele é um de meus ícones, dos meus favoritos em Hollywood. Adoro o original e acho que já era ora de um remake prestar o tributo devido ao filme.
Você é conhecido por não usar dublês. Faz questão de fazer todas as cenas perigosas. O Ben Foster teve de fazer o mesmo, né? Ou ficava mal na fita...
Pois é (rindo). Vamos dizer que ele é um desses meninos que sentem prazer em ultrapassar seus próprios limites. Vou dar um exemplo. Ele tem medo de alturas. Uma das cenas, é uma queda desacelerada, de um edifício. Foi difícil para ele, que eu sei. Mas ele foi corajoso. E fez. Não acho que você, por exemplo, faria...
Mas de jeito nenhum! (risos). Você pensou em fazer algo especialmente semelhante ao que Bronson fazia?
Não. Não queria fazer algo tão parecido. É muito difícil, obviamente, com um remake, não cair na tentação de repetir o original tal e qual. Mas queria prestar uma homenagem fazendo algo mais original. Foi o que tentei fazer, ao menos.
Mas você viu o original?
Sim, algumas vezes, mas não revi especialmente para fazer o filme. Não o tinha tão fresco em minha cabeça, o que, provavelmente, foi o melhor para o remake.
Antes de se tornar um ator você foi um mergulhador de sucesso, disputando os Jogos Olímpicos. E também vendeu relógios para sobreviver e foi modelo. Estas profissões o ajudaram de alguma forma no duro ofício de atuar?
Nenhuma delas diretamente. Mas vender relógios nas ruas de Londres tem sua significância para meu primeiro trabalho como ator. Guy Richie estava buscando alguém autêntico quando filmava Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, em 1997. A transição foi bem fácil. Mas para um filme como Assassino a Preço Fixo não há nada que posso trazer destes mundos por onde transitei.
A cena final do remake é bem diferente da do original, e, curiosamente, permite uma seqüência, bem ao gosto da Hollywood do século 21. Você aprovou a mudança?
Veja, o roteiro mudou tanto desde que assinei meu contrato...O fim que você viu foi escrito uma semana antes de terminarmos tudo.
Você é um dos atores britânicos mais bem adaptados a Los Angeles. Já consegue tirar os papparazzi de letra?
Acho que preciso de um carro mais veloz. E a população de papparazzi só aumenta. São como moscas, se comunicam por rádio, é impossível vencer esses bastardos (risos). Já desisti, oficialmente.
É difícil namorar com eles em volta o tempo todo?
Tento não pensar muito no tema por este ângulo. Não falo mais sobre a vida privada e sei que eles estão fazendo o trabalho deles.
Você e Ben tem uma química impressionante no filme. Como foi a parceria com um ator que vem de experiências dramáticas bem diferentes das suas?
Tomamos algumas cervejas, conversamos sobre o filme, ele me falou das idéias dele, eu gostei, foi assim. E vou dizer mais: se um dia ele quiser fazer algo da vida que não seja atuar, será um belo roteirista, ou diretor. Ele me impressionou. De verdade.
E você? Pensa em algo além dos filmes de ação?
Não acho que eu precise fazer um drama para me provar, para as pessoas me levarem mais a sério. Não. Adoro filmes de ação, levo uma vida muito boa, estou feliz assim.
Já se escreveu que você é uma espécie de Bruce Willis mais humilde...
(Rindo muito) Mais humilde? Adorei! No começo da minha carreira me comparavam muito com ele. Uma honra. Acho que é a nossa careca...
Desculpe voltar ao tema, mas esta coisa de não trabalhar o tempo todo com dublês, é uma questão de gostar de viver no limite, de paixão por adrenalina?
Mas é claro! É muito, muito bom. Você deveria tentar um dia (risos). Sério! Você vai me agradecer. É bom excitar o coração assim.
Seus braços são muito, mas muito malhados. Você vai à academia todos os dias?
Não! Tenho meus momentos (risos). Às vezes treino muito, às vezes relaxo. Nada de muito extravagante, juro.