Janela de Cinema abre inscrições para oficinas gratuitas no Recife; veja como participar
Formação terá oito selecionados e encontros sobre representação negra e linguagem cinematográfica, com orientação do cineasta Dodô Azevedo.
A 17ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife está com inscrições gratuitas abertas até sexta-feira, 23 de outubro, para a oficina Janela Crítica. Ministrada pelo cineasta e crítico Dodô Azevedo durante o festival, de 28 de outubro a 1º de novembro, a formação oferece oito vagas voltadas à análise cinematográfica. Os temas abordarão a representação do corpo negro e a indignação como linguagem artística. A seleção exige formulário online e o envio de um texto crítico de até duas laudas.
Quem deseja desenvolver o olhar crítico sobre filmes pode se inscrever gratuitamente no Janela Crítica, formação que integra a 17ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife. As candidaturas seguem até esta sexta-feira, 23 de outubro, com oito vagas disponíveis para pessoas interessadas na crítica cinematográfica.
Para participar da seleção, é necessário preencher o formulário de inscrição e anexar um texto crítico de até duas laudas. A relação dos selecionados será divulgada em 26 de outubro.
As atividades acontecerão durante o festival, que será realizado de 28 de outubro a 1º de novembro. A formação será conduzida pelo crítico, diretor e roteirista Dodô Azevedo e contará com duas oficinas, cada uma com duração de duas horas.
Formação combina filmes, debate e escrita
Criado em 2008, na primeira edição do Janela, o projeto reúne participantes interessados em exercitar a análise de obras cinematográficas. Os selecionados são convidados a acompanhar a programação e produzir textos críticos sobre os filmes exibidos.
Nesta edição, os encontros terão formato de palestra, com análise de cenas, reflexão e participação do público. Os temas escolhidos aproximam a linguagem audiovisual de discussões sobre identidade, poder e insatisfação com a realidade.
A oficina "O Corpo Negro no Cinema" abordará a construção de representações negras no audiovisual brasileiro. A proposta é discutir como filmes e séries podem reproduzir estereótipos ou abrir espaço para personagens com experiências e subjetividades próprias.
Dodô partirá de sua experiência como coautor da minissérie "Os Quatro da Candelária", da Netflix, para explorar as expectativas que o público associa à presença de pessoas negras nas telas e os caminhos para questionar essas imagens.
Oficina discute a indignação como linguagem
O segundo encontro, "O Cinema com Raiva", será dedicado às formas pelas quais cineastas transformam a indignação em criação artística. A abordagem inclui obras que confrontam o fascismo, o colonialismo, o preconceito, a misoginia e a transfobia.
A discussão vai além de produções que defendem explicitamente uma causa. O objetivo é observar como imagens, sons, narrativas e silêncios podem expressar inconformismo e provocar o espectador.
Com mais de três décadas de atuação no cinema, Dodô Azevedo é mestre em Estudos da Linguagem e tem experiência como crítico, diretor, roteirista e curador. Também escreveu e dirigiu três longas-metragens e participou da curadoria de outras edições do Janela.
Festival ocupa salas de cinema do Recife
Realizado na capital pernambucana desde 2008, o Janela Internacional reúne mais de 100 filmes em sua programação. Entre os espaços que recebem as exibições estão o Cinema São Luiz, o Cinema do Parque e o Cinema da Fundação.
A 17ª edição conta com patrocínio da Fundação Itaú e apoio da Cinemateca Brasileira. Os dias, horários e locais específicos das oficinas não foram detalhados no material divulgado.
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