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Indicado ao Oscar, 'Indomável Sonhadora' estreia; veja lançamentos

22 fev 2013 - 07h13
(atualizado às 07h27)
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Vencedor de prêmios no Sundance e em Cannes, Indomável Sonhadora chega aos cinemas do Brasil nesta sexta-feira (22). Dirigido pelo jovem cineasta nova-iorquino Benh Zeitlin, 30 anos, o filme conquistou quatro indicações ao Oscar - Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Melhor Atriz para a pequena Quvenzhané Wallis, 9 anos.

Com apenas 6 anos durante as filmagens e escolhida entre 3.500 candidatas, Quvenzhané é o alicerce essencial para que o filme funcione, tornando-se um consistente, e por vezes aterrador, mergulho em um universo selvagem do sul dos Estados Unidos, visto pelos olhos dessa menininha, cujo personagem atende pelo nome de Hushpuppy.

Ela e seu pai, Wink (Dwight Henry), vivem no sul da Louisiana, em um lugar apelidado por seus poucos moradores como Banheira - um ambiente devastado, periodicamente alagado, em que o poder da imaginação, das crendices, e também as relações humanas são as únicas ferramentas à mão para resistir à pobreza e ao abandono.

<p>'Indomável Sonhadora' é protagonizado pela pequena Quvenzhané Wallis, que concorre ao Oscar de melhor atriz</p>
'Indomável Sonhadora' é protagonizado pela pequena Quvenzhané Wallis, que concorre ao Oscar de melhor atriz
Foto: Divulgação

Se as catástrofes que abalam a região sinalizam um realismo que é uma menção evidente, ainda que não direta, ao recente furacão Katrina, o tom da história é calcado em um realismo mágico movido por vários elementos em comunhão.

Além da interpretação natural e em estado de graça de sua pequena protagonista, de seu pai - um padeiro de Nova Orleans sem experiência anterior em atuação, assim como boa parte do elenco -, a fotografia em super-16 mm (de Ben Richardson) extrai uma beleza bruta de cada fotograma, compondo o ambiente essencial para que os personagens façam sentido.

Assumindo o ponto de vista de Hushpuppy, o filme flui em cima de sua percepção infantil, um tanto exacerbada a respeito de seu próprio poder, o que a leva eventualmente a acreditar, por exemplo, que tem poder de vida e de morte sobre o pai, que sofre de uma grave doença cardíaca.

Vivendo quase como bichos, entre uma casa e um trailer semidestruídos, comendo em horas incertas, em um relacionamento contaminado de tensões, por conta da ignorância e de dores mal-resolvidas de Wink - como a misteriosa partida de sua mulher, mãe de Hushpuppy-, os dois protagonistas têm reações muitas vezes inesperadas, assim como alguns outros notáveis moradores da região.

Apesar da insistência do governo em retirá-los da área, eles insistem em ficar, personificando uma espécie de rebeldia que sintoniza a contracultura dos anos 60, como uma chave atualizada para o mundo fragmentado do início do século 21, em busca de outras formas possíveis de individualidade.

Em um filme tão sensorial, em que o melhor conselho para o espectador é deixar de lado a lógica e abandonar-se às emoções, o aspecto fantástico é reforçado pela presença dos auroques - espécie de bovinos já extinta e que a menina evoca em suas fantasias. Devido ao baixo orçamento da produção, esses auroques não são fruto de efeitos especiais computadorizados e sim de uma engenhosidade retrô, recorrendo a antigos truques do cinema.

O diretor da unidade de efeitos especiais, Ray Tintori, usou porquinhos muito pequenos, devidamente caracterizados com camadas de pelos e chifres, e também bonecos para materializar os animais, cujo poder simbólico a história incorpora sem artificialismo.

Mais estreias

Além de Indomável Sonhadora, estreiam nos cinemas do Brasil filmes como a ação Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer, de John Moore, e o documentário brasileiro Segredos da Tribo, de José Padilha – de Tropa de Elite. No primeiro, o detetive John McClane (Bruce Willis) viaja para a Rússia para ajudar seu filho, Jack (Jai Courtney). No país, ele se junta ao rapaz após descobrir que ele trabalha para a CIA e que está tentando evitar uma guerra nuclear.

Em Segredos da Tribo, são mostrados os estudos antropológicos realizados com os índios Yanomami desde os anos 60, quando foram estabelecidos os primeiros pontos de contato permanentes com as tribos da região do baixo Orinoco, na Amazônia venezuelana.

A comédia O Dobro ou Nada, de Stephen Frears, conta a história de uma mulher de trinta e poucos anos que se envolve com um grupo de trambiqueiros para fraudar apostas esportivas em Las Vegas. No elenco estão nomes como Rebecca Hall, Bruce Willis, Catherine Zeta-Jones, Vince Vaughn e Joshua Jackson.

A fantasia Cirque Du Soleil – Outros Mundos, de Andrew Adamson, retrata uma jovem mulher que se encanta por um trapezista. Mas quando o casal cai no mundo do Cirque du Soleil, eles têm de passar por diferentes lugares através de várias tendas para encontrar um ao outro – o filme também está disponível em 3D.

Dirigido por João Nuno Pinto, América – Uma História Portuguesa é um drama que conta a história de Liza, uma imigrante russa casada com um golpista português que inicia um negócio de falsificação de passaportes para imigrantes ilegais. 

Para finalizar, a animação O Reino Gelado, de Maxim Sveshnikov e Vladlen Barbe, traz a Rainha da Neve, que pretende criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas. Após cobrir todo o planeta de gelo, ela ordena a destruição de todas as artes.

Com informações da Reuters

Fonte: Terra
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