Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

'Sobrenatural: Agora Entre Nós' encontra um pouco de fôlego em meio ao cansaço da franquia

Sexto filme da saga dirigido por Jacob Chase aposta em trama geracional para tentar reanimar série que já dá sinais de esgotamento

22 ago 2026 - 12h11
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Sobrenatural: Agora Entre Nós tenta renovar a desgastada franquia ao focar em Gemma, mãe que traz uma entidade do Além para casa. Dirigido por Jacob Chase, o longa acerta na tensão familiar, no visual e no vilão interpretado por Sam Spruell. Embora peque por sustos previsíveis e subtramas superficiais, o filme se destaca por arriscar novidades e entregar momentos eficientes de terror, garantindo um fôlego bem-vindo a uma saga que parecia exaurida.

Após seis filmes e quase duas décadas de existência, franquias de terror costumam seguir dois caminhos: reinventar-se ou repetir a própria fórmula até a exaustão. Sobrenatural: Agora Entre Nós, dirigido por Jacob Chase e nos cinemas desde quinta, 20, tenta um pouco dos dois - e o resultado, mesmo imperfeito, ainda consegue trazer alguma novidade para filmes que pareciam esgotados.

O filme acompanha Gemma (Amelia Eve), que se muda de volta para a casa onde passou a infância, agora para criar a própria filha. A paz da nova rotina dura pouco: ela descobre que possui a habilidade de atravessar o plano astral - O Além, a dimensão de espíritos e entidades malignas que dá nome à franquia - e, ao retornar, carrega consigo o que existe do outro lado. Some a isso uma invasão de criminosos ao bairro, que transforma o terror sobrenatural em ameaça também física, e o filme já tem material de sobra para sustentar seus pouco mais de 100 minutos.

Entre o gasto e o novo

O acerto mais evidente de Sobrenatural: Agora Entre Nós está na trama geracional. A forma como Gemma lida com o próprio medo enquanto tenta proteger a filha de uma ameaça que ela mesma, sem querer, trouxe para dentro de casa. É nesse eixo que o roteiro encontra as cenas mais eficientes do filme, como a sequência que envolve um cachorro, uma criança e algo escondido no armário - um daqueles raros momentos em que Sobrenatural parece lembrar por que, lá atrás, funcionava tão bem.

Cena de 'Sobrenatural: Agora Entre Nós', sexto capítulo da franquia
Cena de 'Sobrenatural: Agora Entre Nós', sexto capítulo da franquia
Foto: Sony Pictures/ Divulgação / Estadão

Parte desse acerto também está no elenco: Sam Spruell, que interpreta a nova entidade vinda de O Além, consegue construir uma ameaça que foge do estereótipo batido de demônio genérico, e ajuda a manter o ritmo de cenas específicas - como é o caso de uma sequência claustrofóbica em formato de labirinto, ponto alto visual do filme. É nesses momentos, mais do que na trama em si, que Chase mostra que sabe construir tensão, ainda que nem sempre saiba o que fazer com ela depois.

O problema é que, fora desses acertos pontuais, o filme tropeça na mesma armadilha de tantas sequências recentes do gênero: sustos previsíveis, uma estrutura genérica demais para o que promete, e um roteiro que nunca aprofunda o suficiente os próprios temas. O medo como herança entre mães e filhas, por exemplo, aparece mais como pretexto do que como espinha dorsal da história. A subtrama envolvendo os criminosos, em especial, parece existir mais para inflar o terceiro ato do que para dialogar de verdade com o terror sobrenatural que dá nome à franquia.

Amelia Eve é a protagonista de 'Sobrenatural: Agora Entre Nós'
Amelia Eve é a protagonista de 'Sobrenatural: Agora Entre Nós'
Foto: Sony Pictures/ Divulgação / Estadão

Vale lembrar, ainda, que Agora Entre Nós chega em um ano especialmente movimentado para o terror da Blumhouse, selo por trás também de Backrooms e Obsessão, ambos lançados em 2026. A comparação não ajuda o novo Sobrenatural: onde os outros dois arriscam ideias mais originais dentro do gênero, a franquia mais antiga da produtora parece, ainda, presa ao próprio passado, tentando equilibrar fan service com alguma reinvenção, sem nunca se comprometer totalmente com nenhum dos dois lados.

Mesmo assim, é difícil não notar que esse é talvez o primeiro Sobrenatural, em algum tempo, a arriscar algo além da fórmula, ainda que a franquia continue distante de rivais mais afiadas, como Invocação do Mal, que também já não está no auge, mas segue mais coesa em como mistura folclore, família e horror. Agora Entre Nós não reinventa a franquia, mas mostra que, entre os armários e as dimensões paralelas, ainda sobra alguma vontade de assombrar.

📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos
Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra