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Premiado em Locarno, polêmico filme 'Regra 34', de Julia Murat, divulga trailer e data de estreia

Longa que ganhou destaque em diversos festivais chega aos cinemas no dia 19 de janeiro

9 jan 2023 - 18h04
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Após brilhar em festivais, Regra 34, filme dirigido por Julia Murat, chegará aos cinemas no dia 19 de janeiro. Para se ter uma ideia da magnitude da produção, longa conquistou o Leopardo de Ouro, premiação máxima do Festival de Locarno, na Suíça, ganhou o prêmio de Melhor Direção de Ficção da Première Brasil, no Festival do Rio, e o Prêmio Especial do Júri no Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

Regra 34 conta a história de Simone (Sol Miranda), uma jovem advogada negra que pagou sua faculdade fazendo performances sexuais online. Enquanto ela trabalha com acolhimento de mulheres vítimas de abusos, acaba se envolvendo em um mundo de erotismo e violência. Veja o trailer.

No material de divulgação do filme, a diretora Julia Murat explica que o roteiro foi construído a muitas mãos e durante muito tempo. "Mas foi durante a pesquisa de elenco que ele se sedimentou. Os atores, todos, em especial Sol Miranda, trouxeram outras camadas, aprofundando os personagens. Trabalhar com uma equipe e elenco negros, tendo eles espaços criativos, não é apenas um projeto antirracista. É sobre construção de novas subjetividades e sobre profundidade narrativa", explica a cineasta.

Sol Miranda explica como foi selecionada para ser a protagonista Simone. "Julia (Murat) não me escolheu porque eu sou negra. Mas porque reconhecia traços de Simone em mim. Mas isso só foi possível porque Gabriel Bortolini, um homem negro, a fez refletir sobre Simone poder ser negra. Apesar do medo de ter uma atriz negra em um filme sobre sexualidade, eles toparam o risco. Isso é oportunidade. É o tipo de oportunidade que precisamos construir", revelou a atriz no material informativo.

Para o diretor assistente e responsável pelo casting, Gabriel Bortolini, "falar do direito individual num momento tão polarizado como o atual é um desafio", reflete, também no material de divulgação do filme. "Diversidade vai além de ter equipes mistas, é preciso ter novos corpos na tela com pretos ocupando todas as narrativas e não só as que os brancos acham que nos cabem", afirma o diretor.

"No processo de casting, foi importante apresentar novos olhares para um contar tão específico. Existe muita resistência do mercado em debater diversidade, um receio de se falar para um nicho ou com uma bandeira. Precisamos naturalizar nossos corpos nas telas, novas narrativas, falar de quem somos e como queremos ser. O Brasil é um país diverso e não tem como fazer cinema de verdade de outra forma", reflete Bortolini.

Estadão
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