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'Mikey Madison ainda tem muito a aprender para merecer Oscar de Melhor Atriz', diz crítico

Protagonista de 'Anora' superou Fernanda Torres e Demi Moore no prêmio; atuação da atriz ainda peca por 'exagero', diz o crítico Luiz Zanin Oricchio

3 mar 2025 - 16h04
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A atriz Mikey Madison surpreendeu alguns neste domingo, 2, ao levar o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em Anora, filme que terminou como grande vencedor do Oscar 2025. A disputa era tida como acirrada: de um lado, também havia Demi Moore por A Substância; de outro, estava Fernanda Torres por Ainda Estou Aqui. Ambas haviam vencido os prêmios de atuação no Globo de Ouro. E Mikey venceu o Bafta.

Nesta segunda, 3, o crítico Luiz Zanin Oricchio e Beatriz Amendola, editora assistente de Cultura do Estadão, analisaram os motivos que levaram Mikey a receber a estatueta. Para Zanin, a artista ainda tem muito a aprender para merecer o prêmio.

"Das concorrentes a Melhor Atriz, a Fernanda é a que tem a melhor atuação", disse ele. Beatriz pontuou que o Oscar não premia apenas pela qualidade dos filmes, mas também sofre um impacto das campanhas dos estúdios e do gosto de Hollywood. Além disso, a jornalista lembrou que a Academia tem um histórico de preferir premiar atrizes mais jovens.

"[Mikey] é uma jovem atriz muito promissora, mas ela tem muito a aprender ainda para ser uma grande atriz digna de um Oscar", comentou Zanin. O crítico disse considerar a interpretação da protagonista de Anora "corajosa", mas ressaltou que a atriz peca no "exagero".

"Ela tem muito o que aprender para chegar no nível de interpretação de uma Fernanda Torres, que, por meio do silêncio, de um olhar, diz tudo o que tem a dizer", afirmou. "Eu acho que ela [Mikey] vai conseguir se beneficiar quando ela conseguir controlar esse ímpeto, que é muito bom, para ter algo mais expressivo no bom sentido artístico do termo".

Zanin comentou também que a escolha do Oscar pode refletir uma tentativa da própria academia garantir sua existência e conquistar as novas gerações.

Das seis indicações, Anora venceu em cinco categorias do prêmio. Ainda Estou Aqui não saiu de mãos vazias e trouxe o primeiro Oscar para o Brasil. Assista à análise de Luiz Zanin Oricchio e Beatriz Amendola completa:

Estadão
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