Filme sobre Elize Matsunaga resgata detalhe decisivo sobre destino da filha
Revelação voltou a repercutir após o lançamento do filme inspirado no caso na Netflix
O lançamento do filme Elize: Sombras de uma Mulher, da Netflix, voltou a colocar o caso Elize Matsunaga entre os assuntos mais comentados. Além de relembrar o assassinato de Marcos Matsunaga, a produção também revela um dos capítulos mais delicados da história: o destino da filha do casal.
Desde que Elize foi presa pelo crime, a adolescente nunca mais teve contato presencial com a mãe.
Exame de DNA definiu a guarda
Atualmente com 16 anos, Helena vive sob os cuidados dos avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga, responsáveis por sua criação desde os primeiros meses de vida.
Antes de assumirem a guarda, porém, a família de Marcos Matsunaga decidiu solicitar um exame de DNA para confirmar a paternidade da menina.
Segundo o jornalista Ullisses Campbell, autor da biografia Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, a decisão foi tomada depois que o passado de Elize como garota de programa veio à tona durante as investigações.
Em participação no podcast de Beto Ribeiro, o escritor relatou que os avós recorreram a um dos maiores laboratórios de genética do país para realizar o teste. Apenas após a confirmação do vínculo biológico, a menina passou a viver definitivamente com a família paterna.
Até a conclusão do exame, Helena permaneceu sob os cuidados de Rose, tia de Elize, que viajou para São Paulo para acompanhar a criança após a prisão da sobrinha.
Mãe e filha nunca mais se encontraram
Depois da decisão judicial, Helena permaneceu com os avós paternos e nunca mais voltou a ver Elize pessoalmente.
Ao longo dos anos, a família Matsunaga manteve o entendimento de que qualquer reaproximação deverá partir da própria jovem quando atingir a maioridade e puder decidir sobre o assunto.
Enquanto cumpria pena na Penitenciária de Tremembé, Elize Matsunaga escreveu o livro Piquenique no Inferno. Na obra, ela dedica cartas à filha e expressa o desejo de reconstruir a relação no futuro.
"Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável", escreveu.
Condenada pelo assassinato e ocultação do cadáver de Marcos Matsunaga, Elize deixou o regime fechado e atualmente cumpre o restante da pena em liberdade condicional.
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