Em 1997, uma construtora resolveu construir a casa dos Simpsons e colocá-la à venda; o resultado foi… complexo
A casa dos Simpsons existiu na vida real, mas sua legítima dona desistiu dela: era inabitável
Construir uma casa idêntica à da família protagonista de "Os Simpsons" parecia uma jogada promocional genial. E presentear um fã para que morasse nela seria a cereja do bolo. No entanto, nem a Fox e nem os espectadores desprevenidos da série que visitaram essa casa pareciam perceber uma obviedade: os Simpsons são personagens de desenho animado e não funcionam no mundo real.
A ideia inicial foi da construtora Kaufman & Broad, a partir dos designs 3D que estavam sendo criados para o videogame de 1997 "Virtual Springfield". A intenção era criar uma casa idêntica à original e, para isso, foram analisados cerca de cem episódios da série. Os problemas começaram logo no início: a casa da série não tem paredes de sustentação. Ainda assim, os construtores conseguiram chegar a um projeto seguro que batia com o que se via na televisão.
Deixando de lado o fato de que a casa mudou diversas vezes ao longo do tempo na série (por exemplo, a forma, o tamanho e a distância entre as janelas), os designers se concentraram em dois cômodos muito conhecidos: a sala de televisão e o quarto do Bart. Partindo daí, chegaram ao resultado: quatro quartos, dois andares e, do lado de fora, uma casa na árvore e um quintal. Ao todo, 200 metros quadrados pintados de amarelo berrante, com quartos em laranja, verde fluorescente e rosa. A ideia dos designers era que a casa fosse 90% normal, 10% desenho animado.
O diabo está nos detalhes
Os toques finais ficaram por conta de Rick Floyd, designer de produção de...
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