Caio Blat e Maria Ribeiro protagonizam cenas eróticas em longa
Caio Blat e Maria Ribeiro nunca tinham cogitado trabalhar juntos. Mas quando ele recebeu o roteiro de
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos- filme que chega aos cinemas nesta sexta-feira - tudo mudou. "A gente procura sempre se preservar enquanto casal, mas li e achei que era uma boa oportunidade", conta o ator. Já ela não tinha tantas certezas quanto à experiência, mas aceitou o desafio: "Não sabia se seria bom ou ruim, mas achava válido", ri.
Juntos há três anos, Caio e Maria interpretam um casal em crise no filme de Paulo Halm. Quando Zeca começa a desconfiar que Julia está tendo um caso com sua melhor amiga, Carol (Luz Cipriota), ele é invadido por sentimentos ambíguos. Por mais que esteja enciumado com a traição, o personagem passa a ter delírios sobre uma relação a três e inicia um tórrido caso com a dançarina vivida pela atriz argentina. O envolvimento sexual entre os amantes torna-se tão intenso que vale tudo, até penetração com um pênis de borracha, utilizado por Carol.
"O Zeca é um cara passivo emocionalmente. Ele está vulnerável, assustado, e acaba permitindo que ela use o brinquedinho nele", entende Caio, que, ao ler a sequência no roteiro, achou graça inicialmente. "É absurdo. Questionei se o personagem deixaria rolar. A gente ensaiou muito. Meu personagem é patético", justifica.
Mas uma coisa Caio Blat e Maria Ribeiro fazem questão de frisar: são completamente diferentes da dupla que interpretam na ficção. "Não tem nada a ver com a nossa relação. Mas conheço pessoas como eles", informa ele.
A atriz é ainda mais categórica. "Temos uma relação totalmente fechada", diz ela, sobre a possibilidade de incluir um terceiro elemento. "A Luz (Cipriota) é que estava numa situação difícil. Mas nós facilitamos para ela. Convidamos para ir lá em casa. Ela é uma graça. E o Paulo (Halm, diretor) disse que ela não precisava se preocupar porque eu e Caio éramos um casal careta", diverte-se ela, comentando as cenas de sexo que a argentina protagonizou com seu marido.
Além de ser o casal de protagonistas, Caio e Maria atuaram como produtores associados no longa. "A gente queria interferir em tudo. Trouxemos amigos que trabalham na área. O Paulo foi atencioso. Pedimos para cortar cenas que achamos pesadas, essas coisas", entrega Caio. O resultado da experiência cinematográfica como casal, dentro e fora da tela, também não doeu. "Foi mais delicado do que a gente pensava. Foi rico", avalia Maria.