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144 - Apocalipse Não: Do assédio judicial ao olhar humano, filme faz da fusão entre política e religião um retrato único do Brasil

Após receber 144 processos por tweet crítico à relação entre Igreja e Estado, escritor produziu documentário que parte da ofensiva jurídica e acaba em curioso retrato do Brasil contemporâneo.

1 nov 2026 - 19h32
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Resumo
Exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP, o documentário "144 - Apocalipse Não", de João Paulo Cuenca, retrata a fusão entre política e religião no Brasil. A obra parte do assédio judicial sofrido pelo diretor após um tuíte sobre o Estado Laico durante a pandemia para explorar a polarização e o ódio no país. O longa conecta fatos passados ao cenário político atual, oferecendo um retrato íntimo, libertador e universal das ameaças contemporâneas à democracia brasileira.

Figuras controversas sempre foram um prato cheio para o cinema documental. Enquanto Tudo Pode Ser Visto ganha os olhos de todo o mundo por registrar dias que antecipam a prisão de Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, existem histórias nossas que também precisam ser exaltadas. Este é o caso de 144 - Apocalipse Não, um registro tão íntimo quanto universal da experiência de ser brasileiro em tempo de ódio, polarização e desafios ao Estado Laico.

Foto: O Som e a Fúria / Adoro Cinema

Assistido durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, embora o filme de João Paulo Cuenca acompanhe um relato que engloba alguns anos atrás, o projeto se comunica diretamente com o período eleitoral de 2026. Curiosamente, achei que vê-lo neste momento em que o bolsonarismo tenta mais uma vez ganhar as rédeas do país seria mais doloroso, mas a experiência foi tão esclarecedora quanto libertadora (não pelos motivos óbvios).

Do tweet iluminista à tempestade judicial

Foto: Adoro Cinema

Assim como muitas outras grandes aventuras da vida contemporânea, tudo começou com um tweet. Motivado por uma indignação pelo momento crítico da pandemia e com críticas à gestão do ex-presidente, o escritor e cineasta João Paulo Cuenca fez sua própria versão de um pensamento do Iluminismo francês sobre a separação entre Igreja e Estado no qual escreveu: "O brasileiro só será livr…

Veja o artigo original completo no AdoroCinema

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Adoro Cinema
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