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Entenda a diferença da calvície entre homens e mulheres

A calvície é um tema comum em consultas dermatológicas e gera muitas dúvidas sobre por que afeta homens e mulheres de forma diferente.

26 jan 2026 - 08h01
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A calvície representa um tema comum em consultas dermatológicas e gera muitas dúvidas sobre por que afeta homens e mulheres de forma tão diferente. Embora a perda de cabelo faça parte do envelhecimento para boa parte da população, a forma como ela aparece, a velocidade de progressão e o impacto estético variam conforme o gênero, a genética e o estilo de vida. Por isso, entender essas diferenças ajuda a buscar diagnóstico mais cedo e a escolher abordagens de cuidado mais adequadas para cada caso.

Na prática clínica, médicos observam que homens desenvolvem falhas mais visíveis, principalmente na região frontal e no topo da cabeça. Em contraste, mulheres geralmente percebem um afinamento difuso dos fios. Além da herança familiar, hormônios sexuais, doenças sistêmicas, uso de medicações e fatores emocionais influenciam de forma importante o padrão de queda. Dessa forma, a adaptação dos tratamentos para cada gênero considera não apenas o aspecto biológico, mas também questões estéticas e sociais.

calvície – depositphotos.com / AndrewLozovyi
calvície – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10

Qual a diferença da calvície entre gêneros?

A calvície masculina costuma começar de forma mais precoce, muitas vezes entre os 20 e 30 anos. Em geral, ela segue um padrão característico: entradas frontais mais marcadas, rarefação no vértex (parte superior da cabeça) e, em estágios avançados, preservação apenas da faixa lateral de cabelo. As pessoas conhecem esse quadro como alopecia androgenética masculina, que se associa de forma intensa à sensibilidade dos folículos ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT).

Nas mulheres, a chamada alopecia androgenética feminina costuma aparecer com maior frequência após os 30-40 anos. Em muitos casos, ela se torna mais evidente após a gravidez ou na menopausa. Em vez de falhas localizadas, ocorre redução gradual do volume, com abertura da risca central e fios mais finos. A linha frontal geralmente se mantém. Por isso, muitas mulheres demoram mais para perceber que se trata de calvície e não apenas de "cabelo ralo".

Essa diferença na apresentação clínica entre calvície masculina e feminina se relaciona ao papel dos hormônios androgênicos. Além disso, os hormônios femininos, como o estrogênio, exercem proteção parcial durante boa parte da vida reprodutiva. Ademais, aspectos culturais influenciam a forma como a perda de cabelo se torna notada e relatada. Homens costumam aparecer mais cedo com áreas calvas visíveis, enquanto mulheres frequentemente atribuem a queixa a procedimentos químicos, escovas ou uso excessivo de ferramentas de calor.

Quais fatores explicam a maior incidência de calvície em homens?

A incidência de calvície se mostra consideravelmente maior entre homens, e alguns motivos já se encontram bem documentados. O principal fator resulta da combinação entre predisposição genética e influência hormonal. Quando existe herança familiar, os folículos pilosos masculinos apresentam maior sensibilidade à ação da DHT. Esse hormônio reduz progressivamente o diâmetro e o tempo de vida dos fios, até provocar afinamento extremo ou ausência de crescimento.

Entre os fatores que contribuem para a queda de cabelo em homens, destacam-se:

  • Genética: histórico de calvície em parentes de primeiro grau aumenta de forma significativa o risco.
  • Perfil hormonal: níveis mais altos de andrógenos favorecem o encurtamento do ciclo de crescimento dos fios.
  • Envelhecimento: com o passar dos anos, os folículos produzem fios mais finos e em menor quantidade.
  • Hábitos de vida: estresse crônico, tabagismo, má alimentação e sono irregular podem agravar a queda de cabelo.
  • Doenças associadas: condições como síndrome metabólica, alterações tireoidianas e deficiências nutricionais influenciam a saúde capilar.

Mesmo com maior frequência em homens, a intensidade e o padrão de calvície variam muito. Alguns mantêm entradas discretas por décadas. Em contrapartida, outros evoluem rapidamente para perda extensa. Essa diversidade reforça a importância de avaliação individualizada e desencoraja comparações simples com amigos ou familiares.

Como os tratamentos para calvície são adaptados para cada gênero?

O tratamento da calvície em homens e mulheres segue princípios semelhantes. No entanto, médicos ajustam as condutas conforme as particularidades hormonais, o padrão de perda e as prioridades estéticas de cada grupo. O objetivo central busca preservar folículos ainda viáveis, estimular crescimento de novos fios e, quando necessário, recorrer a abordagens cirúrgicas ou cosméticas para melhorar a aparência do couro cabeludo.

Entre as estratégias mais utilizadas em homens com calvície de padrão masculino, destacam-se:

  1. Medicamentos tópicos: loções que estimulam o crescimento, aumentam a espessura dos fios e prolongam a fase de crescimento.
  2. Medicamentos orais: fármacos que reduzem a ação da DHT sobre os folículos e, portanto, retardam a progressão da calvície.
  3. Terapias complementares: técnicas como microagulhamento, laser de baixa potência e bioestimuladores podem potencializar os resultados.
  4. Transplante capilar: cirurgias que redistribuem folículos de áreas mais densas para regiões calvas, com planejamento individualizado.

Nas mulheres, o manejo da calvície feminina exige atenção extra às possíveis causas associadas. Entre elas, destacam-se alterações tireoidianas, deficiência de ferro, síndrome dos ovários policísticos e uso de anticoncepcionais. Em muitos casos, o tratamento inclui:

  • Loções tópicas específicas para estimular o crescimento, engrossar os fios e melhorar a densidade global.
  • Ajustes hormonais, quando exames laboratoriais mostram desequilíbrios que justificam essa abordagem.
  • Suplementação nutricional em situações de carência de vitaminas, minerais ou proteínas, sempre com orientação profissional.
  • Técnicas de camuflagem estética, como cortes estratégicos, fibras capilares, mudanças na coloração e, em alguns casos, transplante capilar adaptado ao padrão feminino.

Quais cuidados gerais podem reduzir o impacto da calvície?

Além dos tratamentos direcionados à calvície masculina e feminina, alguns cuidados diários ajudam a preservar o couro cabeludo e a saúde dos fios. A hidratação adequada, a proteção contra queimaduras solares na região da cabeça e a escolha de cosméticos apropriados ao tipo de cabelo reduzem danos adicionais. Ademais, evitar trações excessivas, como alguns penteados muito apertados, também protege os folículos.

Medidas como alimentação equilibrada, controle do estresse, prática regular de atividade física e sono de qualidade contribuem para a saúde capilar. A avaliação periódica com dermatologista e a atenção a quedas súbitas ou intensas de cabelo permitem identificar precocemente alterações tratáveis. Além disso, a diferenciação entre calvície e outros tipos de alopecia se mostra essencial, já que algumas formas de perda capilar permitem reversão quando o diagnóstico ocorre no início.

Em 2025, as opções para manejo da calvície em homens e mulheres continuam em expansão. Pesquisadores estudam novas moléculas, terapias combinadas e abordagens personalizadas, incluindo medicina de precisão e análise genética detalhada. Assim, a compreensão das diferenças entre os gêneros, tanto na incidência quanto na manifestação da queda de cabelo, possibilita orientações mais precisas. Dessa forma, cada pessoa pode acessar planos de cuidado alinhados ao seu perfil clínico, ao seu estilo de vida e às suas expectativas estéticas.

calvície – depositphotos.com / nadin1601877@gmail.com
calvície – depositphotos.com / nadin1601877@gmail.com
Foto: Giro 10
Giro 10
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