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Em 1970, um padre vendeu 12 mil piranhas para salvar a Amazônia: 55 anos depois, sua obra grandiosa continua sendo um salva-vidas na selva

Iniciativa de empreendedorismo de padre salvou uma população na Amazônia, há mais de 55 anos, com ideia inusitada; aos detalhes

30 out 2026 - 12h19
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Resumo
Na década de 1970, o padre italiano Giovanni Gallo transformou a realidade de Santa Cruz do Arari, no Pará, ao ensinar moradores a embalsamar piranhas para venda na Europa como peças decorativas. Com a comercialização de cerca de 12 mil exemplares, a comunidade financiou obras vitais, como pontes de madeira, um cais, um cemitério e uma pista de pouso. Além da infraestrutura, o religioso marcou a região ao liderar a fundação do Museu do Marajó, consolidando um legado duradouro na Amazônia.
O padre italiano Giovanni Gallo ensinou os moradores de Marajó, no Pará, a embalsamar piranhas e vender os peixes empalhados na Europa. E não é que deu certo? Cerca de 12 mil exemplares foram comercializados e o dinheiro arrecadado financiou obras importantes para a região.
O padre italiano Giovanni Gallo ensinou os moradores de Marajó, no Pará, a embalsamar piranhas e vender os peixes empalhados na Europa. E não é que deu certo? Cerca de 12 mil exemplares foram comercializados e o dinheiro arrecadado financiou obras importantes para a região.
Foto: Reprodução, Chat GPT IA / Purepeople

Uma ideia inusitada ajudou a transformar a realidade de uma comunidade isolada na Amazônia brasileira na década de 1970. O padre italiano Giovanni Gallo encontrou uma maneira criativa de gerar renda para a população de Santa Cruz do Arari, na Ilha de Marajó, no Pará. 

Ele ensinou os moradores a embalsamar piranhas e vender os peixes empalhados na Europa. E não é que deu certo? Cerca de 12 mil exemplares foram comercializados e o dinheiro arrecadado financiou obras importantes para a região.

Quando assumiu a paróquia local, Gallo percebeu que as piranhas não representavam uma fonte de renda significativa para a população, mas enxergou uma oportunidade onde muitos só viam um peixe perigoso.

Assim, ele ensinou os moradores a preparar e conservar os animais para que pudessem ser comercializados como peças decorativas. Depois de secos e tratados, os peixes eram enviados para compradores europeus.

As transformações com a venda de piranhas 

O dinheiro obtido com a comercialização das piranhas ajudou a tirar do papel projetos de infraestrutura que faziam diferença na vida dos moradores. 

Entre as melhorias realizadas estavam a construção de aproximadamente 350 metros de pontes de madeira, um cais, um cemitério e uma pista de pouso com cerca de 800 metros.

A atuação do religioso não se limitou à experiência comercial com as piranhas. Giovanni Gallo também liderou a criação do Museu Marajó, inicialmente instalado em Santa Cruz do Arari e posteriormente transferido para Cachoeira do Arari.

O es...

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