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Doria anuncia conselho de Cultura com 30 integrantes

Nomes como Danilo Santos Miranda, do Sesc, e Eduardo Saron, do Itaú Cultural, vão poder interferir em ações da política cultural

15 abr 2019
20h58
atualizado em 16/4/2019 às 09h17
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O governador João Doria anunciou nesta segunda-feira, 15, a criação de um Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa, órgão que fará parte da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e do Sistema Nacional de Cultura. A função do Conselho, segundo o governo, é "debater, propor diretrizes para a política cultural e para os programas e ações da Secretaria." Os membros terão como missão monitorar e avaliar atividades. Eles poderão ainda sugerir mudanças, fazer avaliações e propor medidas, além de acompanhar o andamento do Plano Estadual de Cultura.

Em um comunicado à imprensa, Doria diz que "pela primeira vez na história se cria um conselho vinculado diretamente ao Governador do Estado. Ele anunciou que terá como presidente Eduardo Saron (diretor do Itaú Cultural) e como vice-presidentes Fernanda Feitosa e Ismael Ivo. Eles terão mandato de um ano, sendo renovável por mais dois anos.

Ainda segundo o anuncio oficial, o conselho terá ligação direta com o governador e a responsabilidade de estabelecer diretrizes para a política cultural do Estado, "além de avaliar o desempenho de programas e ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa."

Fazem parte do grupo 15 membros representantes do poder público e outros 15 membros do setor cultural. Os nomes são os seguintes, além de Saron e seus vices: Amilson Godoy (maestro), André Sturm (cineasta e ex-secretário de Cultura da prefeitura de São Paulo); Caio Luiz de Carvalho (diretor geral do Canal Arte 1), Carlos Meceni (presidente do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais); Danilo Santos Miranda (diretor do Sesc São Paulo); Fabio Barbosa (presidente do Conselho da Osesp); Heitor Martins (diretor-presidente do Masp); João Carlos Martins (maestro); Jose Gregori (presidente da Associação Paulista dos Amigos da Arte); José Olympio Pereira (presidente da Bienal de São Paulo); Juca Oliveira (ator e dramaturgo); Manuel Costa Pinto (colunista da Folha de S.Paulo); Marcelo Mattos Araujo (presidente da Japan House e ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo); Marcos Mendonça (presidente da Fundação Padre Anchieta); Maria Ignez Mantovani (diretora da Expomus); Nizan Guanaes (fundador da Agência África); Odilon Wagner (ator, escritor e diretor); Paulo Zuben (diretor artístico pedagógico da Santa Marcelina Cultura); Renata Almeida (diretora da Mostra de Cinema de SP); Ricardo Ohtake (diretor do Instituto Tomie Ohtake); Rodrigo Garcia (vice-governador); Henrique Meirelles (secretário da Fazenda e Planejamento) e Sérgio Sá Leitão (secretário da Cultura e Economia Criativa).

A área cultural do Estado também pode passar por modificações. O governador foi a público na semana passada dizer que não irá mexer no Projeto Guri nem fazer contenções na pasta. Áreas do setor cultural estão se mobilizando em uma reunião nesta terça (leia ao lado), para debater retrocessos e propor novos caminhos para a área.

Estadão

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