Documentário recifense "Também se Chamavam Sonhos" terá sessão gratuita antes de festival
O filme realizará uma sessão única e gratuita no histórico Cinema São Luiz, no Recife, neste domingo, 31 de maio, às 14h, marcando um momento especial de encontro com o público pernambucano.
"Também se Chamavam Sonhos" é um documentário recifense que transforma memórias em uma cápsula do tempo audiovisual, construindo um retrato íntimo sobre amizade, juventude e pertencimento. O filme realizará uma sessão única e gratuita no histórico Cinema São Luiz, no Recife, neste domingo, 31 de maio, às 14h, marcando um momento especial de encontro com o público pernambucano.
Idealizado e dirigido por Carlos Pontes, designer, 25 anos, o filme nasce como Trabalho de Conclusão de Curso em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e se expande para além da academia como um gesto coletivo de criação e afeto.
A obra acompanha a trajetória de cinco amigos, Fábio Queiroz, Evandro Filho, Roberto Andrade, Vitor Goes e o próprio diretor, que se reencontram diante da câmera para revisitar suas histórias, seus sonhos e as transformações que atravessam suas vidas. Entre conversas, performances e registros do cotidiano, o filme se constrói como uma carta visual, onde o íntimo se torna partilhável e a memória se transforma em linguagem.
Com uma abordagem que mistura o documental, o performativo e o experimental, o projeto se destaca pelo desenvolvimento de uma direção de arte participativa, na qual os próprios personagens colaboram ativamente na construção estética do filme. Painéis semânticos, experimentações visuais e processos colaborativos orientam a criação de figurinos, cores e atmosferas, aproximando o design da prática cinematográfica.
"O documentário nasceu do desejo de preservar uma amizade, mas também de construir um espaço seguro onde nossas histórias pudessem ser compartilhadas com honestidade, cuidado e liberdade artística. Em um momento de profunda transição pessoal, me reconectar com meus amigos mais próximos e convidá-los para este projeto tornou-se uma forma de recuperar minha própria voz. Escolhi uma abordagem colaborativa e experimental para romper com as hierarquias tradicionais do cinema e permitir que cada pessoa envolvida se visse refletida com verdade. Mais do que um documentário, este filme pretende ser um refúgio, um espaço onde arte, sonhos e apoio mútuo se unem para nos lembrar o que nos mantém firmes", afirma o diretor Carlos Pontes.
Recentemente, "Também se Chamavam Sonhos" parte para sua circulação nacional, participando da 15ª edição do Festival Internacional de Cinema Rio LGBTQIA+, que acontece entre os dias 02 e 08 de julho de 2026, no Rio de Janeiro, integrando a programação de um dos mais importantes festivais de cinema LGBTQIA+ do país.
"Estou muito feliz em ver os caminhos que 'Também se Chamavam Sonhos' vem percorrendo. O filme nasceu de uma produção completamente acadêmica, independente e realizada sem orçamento, movida principalmente pelo desejo de eternizar nossas memórias. Acho que a beleza do projeto não está apenas nas histórias contadas diante da câmera, mas também em tudo que aconteceu nos bastidores. Foi a força da amizade, da colaboração e da confiança entre tantas pessoas talentosas que tornou possível a realização desse média-metragem com tanta sensibilidade. Ver o filme ocupar espaços tão simbólicos como o Cinema São Luiz e integrar a programação do Festival Internacional Rio LGBTQIA+ é muito emocionante, porque reafirma a força do cinema feito coletivamente e cria novas possibilidades de seguir inspirando jovens cineastas como eu", afirma o diretor.
Serviço
- Exibição do documentário "Também se Chamavam Sonhos"
- Local: Cinema São Luiz
- Horário: 14h
- Entrada gratuita
Mini bio do diretor
Carlos Pontes é designer e diretor de arte de Recife, formado em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Seu trabalho criativo se concentra em narrativas visuais colaborativas que mesclam arte, memória e emoção. Ele tem especial interesse na interseção entre estética experimental e narrativa pessoal. "Também se Chamavam Sonhos" é seu primeiro documentário, desenvolvido como projeto de conclusão de curso, no qual atuou como diretor, produtor, editor e diretor de arte. Sua estreia marca um compromisso com abordagens poéticas, inclusivas e afetivas na produção cinematográfica
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