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Deolane Bezerra se pronuncia pela primeira vez após prisão: 'Acordada com um fuzil'

Isolada em Tupi Paulista, influenciadora usa texto manuscrito para alegar perseguição, desmentir número de empresas de fachada e cobrar direito de depor à polícia

26 mai 2026 - 15h33
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Diretamente da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra quebrou o silêncio e se manifestou oficialmente pela primeira vez desde sua prisão preventiva.

Eduardo Martins / Brazil News
Eduardo Martins / Brazil News
Foto: Mais Novela

Em uma carta aberta manuscrita, redigida na carceragem e divulgada por sua irmã, Dayanne Bezerra, nesta terça-feira (26) após uma visita íntima, a empresária reiterou sua total inocência, atacou a condução do inquérito policial e negou qualquer tipo de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Com um tom combativo que marca suas aparições públicas, Deolane abriu o documento classificando sua detenção como um ato de retaliação midiática e institucional.

"Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal, até pela morte do Kevin eu fui acusada", desabafou a famosa, relembrando o luto e as polêmicas que cercaram o falecimento de seu ex-marido, o MC Kevin, em 2021.

A tese dos R$ 24.500 e a cobrança por depoimento

No trecho mais técnico do manuscrito, a advogada rebateu formalmente as acusações de que atuaria como um dos braços logísticos de lavagem de dinheiro da facção criminosa por meio de depósitos fracionados. Ela sustentou que a ordem de prisão preventiva se apoia em uma transação isolada de valor brando, identificada em suas contas bancárias há mais de quatro anos.

"Nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito", pontuou Deolane.

A empresária também demonstrou forte indignação pelo fato de nunca ter sido intimada pelas autoridades paulistas a prestar um depoimento formal antes de ter o mandado de prisão executado em sua residência de luxo em Barueri.

"Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos. Peço para ser ouvida", cobrou.

Contestação das 35 empresas de fachada

A defesa manuscrita de Deolane mirou diretamente nos relatórios da Polícia Civil que apontam a existência de uma sofisticada teia corporativa de fachada aberta em um conjunto habitacional de Martinópolis. Conforme revelado no inquérito da Operação Vérnix, as autoridades afirmam ter localizado 35 empresas (embora a carta mencione o número 37) registradas sob o mesmo teto. A famosa classificou a informação como uma distorção dos fatos.

  • A alegação de Deolane: Uma pesquisa rápida nos bancos de dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) seria o suficiente para comprovar que o número de firmas atribuído ao seu CPF é falso.

  • A justificativa da ré: O volume de processos citando seu nome decorre unicamente de sua atuação profissional como advogada criminalista em centenas de ações judiciais cotidianas ao longo da carreira.

"Não sou bandida"

A influenciadora encerrou o texto com uma mensagem direcionada aos seus milhões de seguidores nas plataformas digitais, tentando blindar sua reputação comercial e pedindo que os fãs mantenham o engajamento e as correntes de apoio enquanto ela aguarda os desdobramentos dos recursos de habeas corpus.

"Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não, viu?", finalizou a advogada.

O documento foi anexado pela banca de defesa aos autos do processo para ilustrar o pedido de revogação da prisão preventiva, sob a alegação de que a ré demonstra total interesse em colaborar com as investigações oficiais.

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