Daiane dos Santos completa 42 anos hoje; ginasta foi a primeira a conquistar ouro internacional
Aniversariante do dia, Daiane dos Santos foi a primeira ginasta entre mulheres e homens a conquistar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial
Nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, a ex-ginasta Daiane dos Santos completa 42 anos. Nascida em Porto Alegre, a atleta aposentada despontou como um dos grandes nomes da ginástica artística brasileira ao conquistar diversas medalhas inéditas para o país, incluindo o primeiro ouro no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, a maior competição internacional da categoria. Saiba mais sobre o início e trajetória de Daiane do Santos, a aniversariante do dia.
Carreira que abriu caminhos
Nascida em Porto Alegre em 1983, Daiane iniciou sua trajetória na ginástica ainda na infância e logo chamou a atenção pelo talento e vivacidade em suas apresentações. Sua primeira grande conquista internacional veio em 1999, no Pan-Americano de Winnipeg, quando faturou a prata no salto e o bronze por equipes.
O grande momento de sua carreira aconteceu em 2003, no Campeonato Mundial de Anaheim, nos Estados Unidos. Daiane encantou o mundo ao executar o movimento inédito Dos Santos I e superar adversárias de peso para conquistar o ouro na final do solo. Essa vitória histórica colocou o Brasil no mapa da ginástica mundial e trouxe visibilidade ao esporte no país.
Com um estilo inovador, Daiane se tornou uma das atletas mais respeitadas da ginástica mundial. Criou e nomeou dois movimentos únicos, o Dos Santos I (duplo twist carpado) e o Dos Santos II (duplo twist esticado), consolidando-se como uma pioneira na modalidade.
Ao som de Brasileirinho, sua apresentação icônica nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, a atleta emocionou o público, mesmo sem a conquista da medalha. A performance ficou marcada na memória dos brasileiros e reforçou a identidade cultural de sua ginástica.
Superação dentro e fora das arenas
Ao longo da carreira, Daiane enfrentou desafios que incluíram lesões, cirurgias e um episódio de doping em 2009, quando foi suspensa por cinco meses após testar positivo para furosemida, um diurético proibido. Apesar da punição, a atleta voltou às competições e seguiu representando o Brasil, chegando a sua terceira Olimpíada em Londres, em 2012.
Após a aposentadoria ao final da competição, Daiane passou a se dedicar a projetos sociais e às transmissões esportivas, tornando-se comentarista de ginástica e empresária. O legado da ginasta vai além das medalhas: sua carreira, repleta de conquistas e desafios, consolidou a modalidade no país e abriu caminho para novas gerações de atletas, como Rebeca Andrade (25) e Flávia Saraiva (25), que hoje brilham no cenário mundial.