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Laura Linney pode receber o Emmy de pijama

Atriz, que concorre ao prêmio de melhor atriz dramática por seu papel na série 'Orzak', conta em entrevista que sua nova obsessão é fazer bolos, e que ficou viciada nos programas de culinária durante a quarentena

30 jul 2020
10h11
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Ozark, da Netflix, foi a série mais vista por muitos americanos presos em casa durante a quarentena e agora abocanhou 18 indicações ao Emmy, empatada na categoria de melhor drama com Sucession, da HBO.

Laura Linney foi indicada ao Emmy de melhor atriz dramática pelo seu papel de Wendy Byrde, a mãe durona e chantagista da série. Esta é a sua segunda indicação por esse papel e a sétima no geral. Laura já ganhou quatro Emmys, por seu trabalho nas séries Wild Iris, John Adams, Frasier e The Big C.

Com Ozark partindo para sua quarta e última temporada, Laura afirma que não sabe mais do que os fãs. Na noite de terça-feira, em uma entrevista, ela falou da sua nova obsessão, fazer bolos, que ficou viciada nos programas de culinária durante a quarentena, e sobre a possibilidade de ganhar o grande prêmio em casa de pijama. Abaixo trechos da conversa.

Onde você estava quando recebeu a notícia?

Estava no consultório médico e, falando francamente, esqueci que as indicações seriam divulgadas naquela manhã. Foi uma explosão de telefonemas.

Não acha estranho ter esse reconhecimento num momento em que as coisas estão tão difíceis para tanta gente?

Está tudo virado de cabeça para baixo. Este é o principal assunto no qual as pessoas estão focadas? Não. Foi ótimo que isto aconteceu para meu pequeno grupo de pessoas isoladas? Sim.

O público de 'Ozark' continua crescendo. O que acha disto?

Espero que seja porque todos nós - não só os atores, mas os roteiristas, a equipe de produção, os técnicos, trabalhamos realmente juntos. E espero que seja exatamente por isto que, com o tempo, vamos melhorando.

Na sua opinião por que a série provocou tanta reação das pessoas?

No momento, todo mundo vem tentando imaginar quem somos, o que desejamos ser, como lidamos um com o outro, como nos tratamos e acho que tudo tem algo a ver com isso. A série também tem muito suspense e é um conjunto realmente bom.

Como vem passando a quarentena até agora?

Venho cozinhando muito. Passo muito tempo com minha família, o que tem sido ótimo por uma má razão: estou dando aulas para meu filho e tentando mantê-lo ocupado.

Esse ensino em casa, como achou que seria?

Deus! Tenho um filho de seis anos de idade, ele ainda frequenta o jardim de infância. Você passa grande parte da vida dizendo a eles para não ficarem muito tempo assistindo TV, mas de repente tudo acontece na tela. Isso é confuso para as crianças pequenas.

Que receita nova você teve a chance de experimentar?

Minha amiga Jeanne Tripplehorn me falou de bolo de chá Earl Grey que é uma delícia. É uma receita do The New York Times. É fantástica.

Com que programas você ficou agora obcecada?

Recentemente assisti a Queer Eye. É uma celebração, positiva, maravilhosa, de humanidade. Eu me sentava diante da TV e me empolgava, torcia pelos personagens, chorava com eles.

Quando finalmente retornar à produção, acha que vai encarar seu trabalho em 'Ozark' de modo diferente de como o via antes da pandemia?

Não acho, mas estou certa de que a pandemia nos mudou de uma maneira que não entendemos ainda. Acho que vou desfrutar mais. E será ótimo estar cercada de pessoas, quando isto for seguro.

Tem algum desejo para Wendy na temporada final?

Não, nem sonho sugerir alguma coisa. Estarei empolgada para ver o que vai acontecer. Nunca sabemos. Deixemos que nossos roteiristas geniais façam sua mágica e vamos descobrir depois.

Tem planos para a noite do Emmy?

Não consigo imaginar outra coisa que não seja virtual, mas pretendo sentar no sofá e comemorar. Talvez use meu pijama de Snoopy.

Tradução de Terezinha Martino

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