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Chá de carqueja: descubra as propriedades que ninguém te contou

O chá de carqueja é bastante conhecido em diversas regiões do Brasil, principalmente em comunidades que mantêm o hábito de usar plantas medicinais no dia a dia.

23 fev 2026 - 13h00
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O chá de carqueja é bastante conhecido em diversas regiões do Brasil, principalmente em comunidades que mantêm o hábito de usar plantas medicinais no dia a dia. A bebida nasce do preparo das partes aéreas da planta Baccharis trimera, que apresenta sabor amargo e aroma marcante. Apesar de a receita ser popular em muitos lares, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre para que serve, como agir com segurança e quais são as principais propriedades dessa infusão.

Nos últimos anos, o interesse científico em torno do chá de carqueja cresceu muito. Pesquisadores avaliam possíveis efeitos sobre o fígado, o sistema digestivo e o controle da glicemia. Ao mesmo tempo, o consumo segue fortemente influenciado pela tradição, transmitida entre gerações. Por isso, entender melhor as características da planta, seus usos mais citados e as precauções recomendadas ajuda a usar a carqueja de forma mais responsável e informada.

O que é a carqueja e por que o chá é tão utilizado?

A carqueja é uma planta nativa da América do Sul. As pessoas encontram essa espécie com facilidade em áreas de campo e em pontos de venda populares. Muitas feiras, mercados e farmácias de produtos naturais oferecem a planta seca. As pessoas geralmente preparam o chá de carqueja por infusão ou decocção dos ramos finos e segmentados, que apresentam um gosto amargo marcante. Além disso, esse amargor se relaciona com possíveis ações sobre o aparelho digestivo.

Tradicionalmente, as pessoas usam o chá de carqueja como apoio em quadros de digestão lenta. Assim, muitas recorrem à bebida diante da sensação de estufamento após as refeições e de desconfortos gástricos leves. Em algumas regiões, as pessoas também associam o consumo a práticas de "limpeza" do organismo. Esse termo popular costuma descrever possíveis efeitos sobre fígado e intestino. Ainda que tais usos apareçam com frequência no dia a dia, a orientação reforça sempre o chá como recurso complementar, e não como substituto de tratamentos médicos.

chá – depositphotos.com / TarasMalyarevich
chá – depositphotos.com / TarasMalyarevich
Foto: Giro 10

Quais são as principais propriedades do chá de carqueja?

A palavra-chave mais pesquisada em relação à planta costuma ser propriedades do chá de carqueja, especialmente quando o tema envolve fígado, digestão e controle de gordura no sangue. Estudos com extratos da carqueja identificam compostos como flavonoides e saponinas. Esses componentes podem exercer ação antioxidante e anti-inflamatória. Desse modo, essas substâncias ajudam a explicar por que muitos pesquisadores citam a planta em trabalhos sobre proteção hepática e metabolismo.

No campo digestivo, muitas pessoas associam a carqueja a um possível efeito colerético. Em outras palavras, a planta pode estimular a produção de bile e, assim, favorecer o processamento de gorduras durante a digestão. Além disso, alguns relatos descrevem propriedades que podem colaborar com a redução de gases e com a sensação de peso abdominal. Em paralelo, alguns estudos também investigam a relação entre o chá de carqueja e o controle da glicemia. Esses trabalhos sugerem um potencial benefício auxiliar para pessoas com alterações no metabolismo da glicose. No entanto, o uso precisa sempre integrar um plano de cuidado mais amplo, definido por profissionais de saúde.

Outro ponto frequentemente mencionado envolve o possível efeito hepatoprotetor, ou seja, de proteção ao fígado. A literatura científica indica que extratos da planta podem reduzir danos oxidativos em células hepáticas em modelos experimentais. Ainda assim, a comunidade científica ainda avalia como esses achados se traduzem para o uso cotidiano do chá. Portanto, essa incerteza reforça a necessidade de cautela e de acompanhamento especializado em situações de doença hepática.

Como preparar e consumir o chá de carqueja com segurança?

O preparo do chá de carqueja geralmente segue um padrão simples. Contudo, alguns cuidados garantem melhor qualidade para a bebida. As pessoas devem usar ramos secos de fontes confiáveis, para evitar contaminações e misturas com outras espécies. A quantidade mais comentada em receitas tradicionais é de 1 a 2 colheres de sopa da planta para cerca de 200 a 250 ml de água. Essa medida pode variar conforme a orientação profissional e a sensibilidade individual ao sabor amargo.

  1. Esquentar a água até o início da fervura.
  2. Adicionar a carqueja (ramos ou folhas secas) e apagar o fogo.
  3. Tampar o recipiente e deixar em infusão por cerca de 5 a 10 minutos.
  4. Coar e consumir morno ou em temperatura ambiente.

As pessoas costumam ingerir o chá de carqueja antes das refeições principais, quando buscam auxílio para a digestão. Ainda assim, é importante respeitar limites de quantidade e de duração de uso. Em geral, a orientação recomenda que o consumo não se prolongue por muitos dias sem avaliação profissional. Isso ocorre porque o excesso de qualquer planta medicinal pode gerar efeitos indesejados. Muitas pessoas misturam o chá com açúcar, mel ou adoçante, principalmente para amenizar o amargor. No entanto, essa escolha precisa considerar condições de saúde como diabetes ou dietas específicas.

Quem deve tomar cuidado com o chá de carqueja?

Apesar da fama de planta "natural" e amplamente conhecida, o chá de carqueja exige atenção em grupos específicos. Gestantes, pessoas em fase de amamentação, crianças e indivíduos com doenças hepáticas ou renais diagnosticadas precisam conversar com profissionais de saúde antes de consumir a bebida com frequência. Isso também vale para quem faz uso contínuo de medicamentos. Em muitos casos, podem ocorrer interações entre princípios ativos da planta e fármacos prescritos.

  • Pessoas com doenças do fígado em acompanhamento médico.
  • Indivíduos com pressão baixa, devido ao potencial efeito vasodilatador descrito em alguns estudos.
  • Pacientes em uso de remédios para diabetes ou hipertensão.
  • Gestantes e lactantes, pela falta de dados robustos de segurança.

Em caso de sinais como mal-estar persistente, náusea intensa, dor abdominal forte ou reações alérgicas após o consumo do chá, a recomendação indica suspender o uso e buscar orientação médica. Dessa forma, o chá de carqueja permanece como um recurso fitoterápico tradicional. As pessoas podem considerar esse recurso em contextos específicos, desde que integrem o uso em um cuidado mais amplo, com acompanhamento profissional e informação adequada sobre propriedades, limites e possíveis riscos.

Giro 10
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