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5 dicas para proteger a saúde durante os blocos de carnaval

Vai pular carnaval? Veja 5 dicas da Sociedade Brasileira de Medicina de Família para evitar insolação, desidratação e ressaca durante os blocos

30 jan 2026 - 16h40
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O Carnaval é a festa mais esperada do ano para milhões de brasileiros. As ruas se enchem de cores, música e energia. No entanto, a maratona de blocos exige um preparo físico que muitos foliões ignoram.

Veja como cuidar da saúde no Carnaval
Veja como cuidar da saúde no Carnaval
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Longos períodos em pé, caminhadas sob o sol forte de fevereiro, alimentação irregular e consumo de álcool formam um combo que pode ser perigoso para o organismo.

Proteja a saúde no Carnaval

Não é raro que a festa termine mais cedo na fila de um pronto-socorro por conta de desidratação, insolação ou intoxicação.

Para evitar que isso aconteça, a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) elaborou um guia com orientações práticas.

O objetivo é simples: garantir que você aproveite a folia até o último dia, sem comprometer seu bem-estar a curto ou longo prazo.

1. Proteção solar: a fantasia indispensável

No Carnaval, a criatividade rola solta nas fantasias. Mas, independentemente se você vai de super-herói ou com roupas leves, o filtro solar é obrigatório.

Fevereiro é um mês de verão intenso, com ondas de calor frequentes.

A Dra. Luisa Chaves, médica de família e membra do Conselho Diretor da SBMFC, alerta que a exposição prolongada ao sol causa danos que vão muito além da vermelhidão.

Queimaduras solares graves podem provocar inflamação sistêmica, causando febre, calafrios e dor intensa.

Além disso, existe o risco real de insolação, que ocorre quando o corpo superaquece e não consegue se resfriar.

Como se proteger:

  • Aplique o protetor solar 30 minutos antes de sair de casa.

  • Reaplique a cada duas horas (ou menos, se suar muito).

  • Não esqueça áreas sensíveis como orelhas, nuca e pés (se estiverem expostos).

  • Chapéus e bonés não são apenas acessórios; são barreiras físicas contra os raios UV.

2. Hidratação: cuidado com a procedência da água

Pular, dançar e caminhar sob o sol faz o corpo perder litros de água e sais minerais através do suor.

Se essa reposição não for feita, sintomas como dor de cabeça, tontura e cãibras aparecem rapidamente, podendo levar a desmaios. Portanto, beba água, mesmo sem sentir sede.

Porém, a SBMFC faz um alerta importante sobre a procedência. Comprar água de ambulantes não credenciados ou consumir bebidas com gelo de origem duvidosa é um risco alto.

A ingestão de água contaminada é uma das principais causas de viroses e intoxicações alimentares durante a festa.

Se possível, leve sua própria garrafa de casa. Se precisar comprar, verifique se a embalagem está lacrada e evite colocar gelo em copos abertos na rua.

3. Pés: conforto vence o estilo

Os pés são os verdadeiros heróis (ou vítimas) do Carnaval. Eles sustentam todo o peso do corpo em terrenos muitas vezes irregulares, como paralelepípedos e asfalto quente.

Como os blocos não fazem parte da rotina diária, esse esforço extra pode causar lesões, bolhas e dores incapacitantes. A recomendação médica é priorizar o conforto.

Tênis fechados e com amortecimento são a melhor escolha. Eles protegem contra pisões, cacos de vidro no chão e dão estabilidade para caminhar.

Chinelos e sandálias rasteiras, embora frescos, oferecem pouco suporte e deixam os pés vulneráveis a cortes e sujeira.

Pós-bloco: "Assim que chegar em casa, retire os calçados e deixe-os arejar. O repouso e uma boa noite de sono também ajudam na recuperação para o dia seguinte", orienta a Dra. Luisa Chaves.

Elevar as pernas por 15 minutos ajuda a drenar o inchaço e melhora a circulação.

4. Álcool e medicamentos: uma mistura perigosa

O Carnaval é um período onde o consumo de álcool aumenta, e muitas vezes ele é misturado com outras substâncias ou medicamentos de uso contínuo. Essa combinação pode ser explosiva.

O álcool, por si só, já favorece a desidratação, pois inibe o hormônio que segura a água no corpo (por isso a vontade frequente de fazer xixi).

Quando associado a remédios, o risco de efeitos colaterais dispara. A médica Luisa Chaves cita o exemplo de medicamentos sensíveis à hidratação, como o lítio.

O nível dessa substância no sangue pode variar perigosamente se o paciente beber menos água ou ingerir álcool, causando intoxicação medicamentosa.

Outros remédios, como antibióticos e antidepressivos, também podem ter sua eficácia reduzida ou potencializar a sedação quando misturados com bebida.

Orientação: Se você faz uso de medicação controlada, converse com seu médico antes da folia. Respeite seus limites e intercale cada copo de álcool com um copo de água.

5. Alimentação estratégica

Muitas pessoas cometem o erro de fazer dietas restritivas para "caber na fantasia" ou pulam refeições para não perder tempo.

Isso é um convite para a hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) e o mal-estar.

O corpo precisa de combustível para aguentar o ritmo intenso.

Antes da festa: Faça uma refeição rica em carboidratos complexos (aveia, pão integral, raízes) e proteínas. Isso garante energia sustentada por mais tempo.

Durante a festa: Evite longos períodos em jejum. Leve barras de cereal ou frutas.

Se for comer na rua, tenha atenção redobrada à higiene. O calor faz com que alimentos perecíveis estraguem muito rápido.

Fuja de:

  • Maionese e molhos caseiros;

  • Sanduíches naturais expostos ao sol;

  • Espetinhos ou salgados de procedência duvidosa.

Sinais de que é hora de parar

Mesmo com todos os cuidados, é importante "ouvir" o seu corpo. O Carnaval são vários dias, e não uma corrida de 100 metros.

Se você sentir tontura, visão turva, náusea intensa ou calafrios (pele fria mesmo no calor), pare imediatamente.

Esses são sinais de exaustão térmica ou desidratação severa. Busque uma sombra, sente-se e hidrate-se. Se não melhorar, procure um posto médico.

Como reforça a Dra. Luisa: "Pequenas atitudes, como manter a hidratação e respeitar os limites do organismo, fazem toda a diferença para evitar problemas de saúde".

Com informação e bom senso, é possível pular, se divertir e chegar na Quarta-Feira de Cinzas apenas com boas histórias para contar, e não com problemas de saúde.

Saúde em Dia
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