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Bienal do Livro tem trânsito intenso, filas de mais de 1 hora e corredores lotados

No primeiro sábado do evento, ingressos esgotam e atrações como Lynn Painter e Alice Oseman fazem sucesso

5 set 2026 - 16h33
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Resumo
Com ingressos esgotados, o primeiro sábado da Bienal do Livro de SP registrou trânsito intenso no entorno do Anhembi, corredores lotados e filas de até 1h30 nos estandes. O grande movimento foi impulsionado por nomes jovens, como Lynn Painter e Alice Oseman, além de debates sobre o filme de Carolina Maria de Jesus com Conceição Evaristo. A organização recomenda visitas noturnas em dias úteis para fugir da superlotação no evento, que segue até 13 de setembro com novas datas já esgotadas.

Trânsito intenso, filas longas e corredores lotados marcam o primeiro sábado da Bienal do Livro de São Paulo 2026. O evento teve início na sexta, 4, mas já era esperado que a maior movimentação ocorresse neste dia 5, já que os ingressos foram esgotados. A organização informou que o total de público será divulgado apenas após o encerramento da Bienal.

Como de costume, a Bienal do Livro levou muita gente ao Anhembi em seu primeiro sábado
Como de costume, a Bienal do Livro levou muita gente ao Anhembi em seu primeiro sábado
Foto: Julia Queiroz/Estadão / Estadão

A programação oficial conta com participação de escritoras como a americana Lynn Painter, fenômeno das comédias românticas, e a britânica Alice Oseman, criadora de Heartstopper. Ambas são sucesso com o público adolescente e jovem adulto, que lotou os corredores desde a manhã.

Um painel também antecipa detalhes da cinebiografia da escritora Carolina Maria de Jesus com participação da atriz Maria Gal, de Vera Eunice, filha de Carolina Maria de Jesus e atriz na produção; Clayton Nascimento, ator e preparador de elenco do longa; e da escritora Conceição Evaristo, que também participa do filme.

A chuva que afetou a capital desde manhã complicou o trânsito ao redor do Anhembi. A reportagem do Estadão gastou cerca de 1 hora e 20 minutos em um trajeto de 5,5 km. O engarrafamento piorou bastante no entorno do centro de convenções; confira tudo o que você precisa saber para evitar perrengue e frustração na sua visita.

Dentro do evento, era difícil se locomover por alguns dos corredores. Os espaços que dividiam os estandes das editoras Rocco, Record, Companhia das Letras e Globo Livros estavam abarrotados por volta das 14h e algumas filas ocupavam dezenas de metros.

Lotação era grande nos estandes de Rocco, Record, Companhia das Letras e Globo Livros
Lotação era grande nos estandes de Rocco, Record, Companhia das Letras e Globo Livros
Foto: Julia Queiroz/Estadão / Estadão

As amigas Vitória Pessoa, Beatriz Moraes e Amanda Pazzan, de 18 anos, chegaram no Distrito Anhembi perto das 8h e aguardavam a abertura dos portões, às 10h. Contaram que as filas estavam mais tranquilas nas primeiras horas da manhã, mas pioraram conforme o evento enchia. Demoraram cerca de 1 hora para entrar no estande da Companhia das Letras e ficaram cerca de 40 minutos na fila do caixa da Record.

Já Nathalia Fernandes, de 20 anos, contou que enfrentou uma 1h30 no caixa da Intrínseca. Quando cruzou com a reportagem, estava há cerca de 40 minutos em outra fila. Ela afirma que já esperava enfrentar a multidão e o tempo de espera, mas que os perrengues atrapalham um pouco a experiência da Bienal.

Nas últimas edições do evento, a lotação tem sido comum nos finais de semana. Para quem ver evitar a multidão, a dica é vir durante a noite nos dias úteis. O ingresso noturno é revertido em cashback para a compra de livros na feira. A Bienal do Livro segue até o dia 13 de setembro, no Distrito Anhembi. O domingo, 6, e o próximo sábado, 13, também estão com ingressos esgotados.

Estadão
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