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Presença russa na Bienal de Veneza cria atrito entre governo e organização do evento

Ministro da Cultura pediu renúncia de funcionária do Conselho Administrativo

12 mar 2026 - 16h16
(atualizado às 18h26)
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O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, pediu nesta quinta-feira (12) à representante da pasta no Conselho de Administração da Bienal de Veneza, Tamara Gregoretti, que renuncie ao cargo devido à participação da Rússia na 61ª Exposição Internacional de Arte, com início em 9 de maio.

Giuli pediu que Gregoretti renuncie ao cargo no Conselho de Administração da Bienal de Veneza
Giuli pediu que Gregoretti renuncie ao cargo no Conselho de Administração da Bienal de Veneza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Giuli justificou a solicitação de renúncia "por falta de confiança" no posto.

"Gregoretti não considerou necessário alertar [o governo] sobre a possível presença da Federação Russa na próxima Bienal, nem, posteriormente, informou ser favorável a sua participação, mesmo sabendo sobre a sensibilidade internacional sobre o tema", explicou o Ministério da Cultura em nota sobre a funcionária nomeada para o cargo em março de 2024.

No entanto, ela disse que não pretende encerrar seu mandato.

"Estou tranquila e não tenho intenção de renunciar, pois tenho certeza de que estou agindo de acordo com o Estatuto da Bienal de Veneza e sob a autonomia da instituição, segundo a qual os membros do Conselho de Administração não representam e nem respondem àqueles que os nomearam", respondeu Gregoretti.

Na terça-feira (10), Giuli afirmou que o governo iria respeitar a decisão da organização do evento em manter a participação russa na 61ª edição, mesmo sendo contrário a ela.

O estande da Rússia "será aberto, contrariamente à opinião da administração de Roma, que represento, devido à escolha livre e autônoma da Bienal de Veneza, que somos obrigados a respeitar", explicou o ministro.

A invasão militar da Rússia na Ucrânia completou quatro anos em 24 de fevereiro, sem que haja qualquer sinal de cessar-fogo.

Ansa - Brasil
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