Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Júri presidido por brasileira na Bienal de Arte de Veneza renuncia

Decisão chega em meio à crise por participação russa na 61ª edição

30 abr 2026 - 14h31
(atualizado às 15h15)
Compartilhar
Exibir comentários

O júri internacional da Bienal de Arte de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (30), na esteira da polêmica deflagrada pela decisão dos organizadores da mostra de permitir a participação da Rússia na edição deste ano.

Comissão comandada por Solange Farkas renunciou
Comissão comandada por Solange Farkas renunciou
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida chega poucos dias depois de o corpo de jurados ter anunciado que excluiria das premiações os países cujos líderes são alvos de mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), ou seja, Rússia e Israel.

Na última quarta (29), o Ministério da Cultura enviou inspetores à Bienal de Arte de Veneza, que começa em 9 de maio, para fazer uma vistoria em suas instalações, mas o júri não deixou claro os motivos da renúncia.

Com a saída dos jurados, os organizadores anunciaram a criação de novos prêmios, os "Leões dos Visitantes", para substituir neste ano o Leão de Ouro e os Leões de Prata, cujos vencedores são designados pelo júri.

Os troféus serão entregues ao melhor artista participante da 61ª edição e à melhor participação nacional no evento, mas apenas no encerramento, em 22 de novembro. A segunda categoria estará aberta "a todas as delegações nacionais presentes", incluindo Rússia e Israel, esclareceu a Bienal.

Poderão participar da votação "todos os portadores de ingressos que visitarem o evento". A medida foi elogiada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Vêneto, Luca Zaia.

"Acolho com favor a decisão do presidente [da Bienal de Arte] Pietrangelo Buttafuoco de estabelecer um amplo júri popular", disse Zaia. "Em um momento delicado, trata-se de uma resposta inteligente e sensata: transforma uma dificuldade em uma oportunidade de participação e aproxima ainda mais o evento dos cidadãos", destacou.

A polêmica sobre a participação russa na exposição fez o poder Executivo da União Europeia ameaçar suspender uma contribuição financeira para o evento, enquanto a premiê da Itália, Giorgia Meloni, uma das líderes ocidentais mais firmes no apoio à Ucrânia, disse discordar da presença de Moscou, porém ressaltou que a Bienal de Veneza é um órgão independente e autônomo.

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra