Após 2 mil anos, Pompeia volta a fazer vindima para produzir seus próprios vinhos
Antiga cidade romana foi devastada pelo Vesúvio em 79 d.c.
Quase dois mil anos após ser destruída pelo Vesúvio, Pompeia realizou sua primeira vindima para voltar a produzir vinho próprio. A ação integra uma parceria público-privada que cultiva 14 vinhedos nas ruínas da cidade antiga, somando pouco mais de um hectare. O projeto aliou pesquisa histórica, turismo e cultivo de castas romanas tradicionais como Aglianico e Piedirosso, além de novas uvas brancas, resgatando as práticas agrícolas ancestrais como patrimônio vivo da cultura mediterrânea.
Quase 2 mil anos após ter sido devastada por uma erupção do vulcão Vesúvio, a antiga cidade romana de Pompeia voltou a realizar uma colheita de uvas para a produção de seus próprios vinhos.
A vindima foi feita na última quarta-feira (16), no âmbito de um projeto público-privado entre a administração do sítio arqueológico e as vinícolas Feudi di San Gregorio e Basilisco, pertencentes ao Grupo Tenute Capaldo.
A iniciativa nasceu em novembro de 2024, mas a primeira colheita foi possível apenas agora e engloba 14 pequenos vinhedos situados dentro das casas da antiga Pompeia, totalizando pouco mais de um hectare de área cultivada.
O projeto também tem fins didáticos e de pesquisa, com diversos tipos de uva, cultivo, exposição, umidade e microclima.
A colheita envolveu três variedades de uvas tintas que os romanos já plantavam na Campânia na época áurea de Pompeia: Aglainico, Piedirosso e Sciascinoso.
Durante a vindima, os turistas puderam acompanhar as atividades, participar de visitas guiadas aos vinhedos e degustar vinhos, azeites e outros produtos gastronômicos da região.
"Com essa primeira colheita, restituímos a Pompeia uma parte fundamental da sua alma e da sua história quotidiana, permitindo-nos reinterpretar hoje as antigas práticas agrícolas que tinham Dionísio [deus grego do vinho] como guia", declarou o diretor do parque arqueológico, Gabriel Zuchtriegel.
"Para nós, as vinhas e o vinho não são apenas elementos arqueológicos de estudo, mas um patrimônio vivo que define a nossa paisagem e a nossa cultura mediterrânea", salientou.
Recentemente, o sítio arqueológico ganhou um vinhedo de uvas brancas ? Fiano, Greco e Falanghina ?, criado a partir de material genético coletado das vinhas centenárias da vinícola Feudi di San Gregorio em Irpinia. O plantio foi realizado no início de 2026, nos arredores de Pompeia, mas a produção só deve funcionar a pleno vapor nos próximos anos.
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