Italiano entra no 'Guinness' com carro mais estreito do mundo: 'Inesperado'
Andrea Marazzi deixou Fiat Panda de 1993 com apenas 50,2 centímetros
O mecânico italiano Andrea Marazzi entrou para o Guinness World Records ao construir o carro dirigível mais estreito do mundo: uma versão adaptada de um Fiat Panda de 1993 com apenas 50,2 centímetros de largura. O veículo, que levou cerca de um ano para ser concluído, foi reduzido proporcionalmente a partir de peças originais, possui motor elétrico funcional e atinge até 15 km/h. Surpreso com a conquista, Marazzi já desenvolve novos projetos inusitados inspirados no clássico modelo.
O que começou como uma "ideia maluca" se transformou em um recorde mundial. O mecânico italiano Andrea Marazzi conseguiu um lugar no "Guinness World Records" nesta semana, após construir o carro dirigível mais estreito do mundo: um Fiat Panda de 1993 com apenas 50,2 centímetros de largura.
Depois de todo o trabalho, porém, esse reconhecimento ainda era algo que Marazzi não esperava. "Assim que soube do recorde do Guinness, não conseguia acreditar; sinceramente, foi algo totalmente inesperado e emocionante", relatou ele em entrevista à ANSA nesta quinta-feira (17).
Para o mecânico, a conquista também ganhou um significado especial por ser um recorde relacionado a um símbolo da indústria automobilística italiana.
"Senti orgulho de mim mesmo e do que consegui criar ? e, acima de tudo, orgulho de ter trazido um novo recorde do Guinness para a Itália", acrescentou.
Marazzi contou ainda que não adaptou o veículo pensando em obter um reconhecimento internacional e que foi justamente a ausência de expectativa que "tornou a experiência ainda mais especial".
Apaixonado por automóveis e conhecido pelo perfil no Instagram "Tutti Pazzi Per Marazzi", ele partiu de um dos modelos mais populares da história da indústria automotiva italiana para criar algo que ninguém havia feito antes.
"Eu o vejo como um companheiro de aventuras e um ícone italiano", afirmou Marazzi ao falar sobre sua relação com o Fiat Panda.
A história do projeto começou há pouco mais de um ano, quando o italiano decidiu cortar e reconstruir um Panda, reduzindo proporcionalmente quase toda a estrutura do veículo.
O resultado foi um automóvel com aparência de carro de brinquedo, mas capaz de se movimentar. O veículo recebeu um motor elétrico e pode andar para frente e para trás, acelerar e frear. As luzes dianteiras e traseiras também funcionam.
A velocidade máxima, no entanto, é de apenas 15 km/h. Por isso, o Panda ultracompacto é utilizado principalmente como peça de exposição e demonstração em eventos.
Para manter a identidade do modelo original, Marazzi reaproveitou elementos do próprio Panda, incluindo partes metálicas, bancos, espuma, tapeçaria, painel, volante e porta-malas. Tudo foi reduzido proporcionalmente para se adaptar às novas dimensões. Os vidros laterais e traseiros também foram redesenhados.
O projeto foi apresentado inicialmente no Panda Pandino, evento realizado na cidade de Pandino, na Lombardia, dedicado ao famoso modelo da Fiat, em 2025.
Na ocasião, Marazzi já destacava o orgulho de apresentar uma criação que levou quase um ano entre planejamento, cortes, soldas, erros e reconstrução.
O recorde, no entanto, não encerrou a vontade do italiano de criar novas versões inusitadas do clássico. Depois do modelo ultrafino, Marazzi já apresentou outro projeto: o "Pandatruck", uma versão gigante do Fiat Panda.
"Já construí o 'Pandatruck', que apresentei neste ano, e estou trabalhando em um novo projeto para o ano que vem", revelou.
Segundo o italiano, porém, o próximo projeto provavelmente não buscará um novo reconhecimento. "Não acho que ele vá resultar em um recorde do Guinness", concluiu.
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