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Após 2 mil anos, Pompeia volta a fazer vindima para produzir seus próprios vinhos

Antiga cidade romana foi devastada pelo Vesúvio em 79 d.c.

17 set 2026 - 13h51
(atualizado às 14h45)
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Resumo
Quase dois mil anos após a erupção do Vesúvio, Pompeia realizou sua primeira vindima para voltar a produzir vinhos próprios. A iniciativa resulta de uma parceria público-privada entre o sítio arqueológico e o Grupo Tenute Capaldo, abrangendo 14 vinhedos e pouco mais de um hectare dentro das ruínas. Com fins históricos e didáticos, a colheita utilizou uvas tintas típicas da época romana, como Aglianico e Piedirosso, permitindo que turistas acompanhassem o resgate dessa antiga prática agrícola.

Quase 2 mil anos após ter sido devastada por uma erupção do vulcão Vesúvio, a antiga cidade romana de Pompeia voltou a realizar uma colheita de uvas para a produção de seus próprios vinhos.

A vindima foi feita na última quarta-feira (16), no âmbito de um projeto público-privado entre a administração do sítio arqueológico e as vinícolas Feudi di San Gregorio e Basilisco, pertencentes ao Grupo Tenute Capaldo.

A iniciativa nasceu em novembro de 2024, mas a primeira colheita foi possível apenas agora e engloba 14 pequenos vinhedos situados dentro das casas da antiga Pompeia, totalizando pouco mais de um hectare de área cultivada.

O projeto também tem fins didáticos e de pesquisa, com diversos tipos de uva, cultivo, exposição, umidade e microclima.

A colheita envolveu três variedades de uvas tintas que os romanos já plantavam na Campânia na época áurea de Pompeia: Aglainico, Piedirosso e Sciascinoso.

Durante a vindima, os turistas puderam acompanhar as atividades, participar de visitas guiadas aos vinhedos e degustar vinhos, azeites e outros produtos gastronômicos da região.

"Com essa primeira colheita, restituímos a Pompeia uma parte fundamental da sua alma e da sua história quotidiana, permitindo-nos reinterpretar hoje as antigas práticas agrícolas que tinham Dionísio [deus grego do vinho] como guia", declarou o diretor do parque arqueológico, Gabriel Zuchtriegel.

"Para nós, as vinhas e o vinho não são apenas elementos arqueológicos de estudo, mas um patrimônio vivo que define a nossa paisagem e a nossa cultura mediterrânea", salientou.

Recentemente, o sítio arqueológico ganhou um vinhedo de uvas brancas ? Fiano, Greco e Falanghina ?, criado a partir de material genético coletado das vinhas centenárias da vinícola Feudi di San Gregorio em Irpinia. O plantio foi realizado no início de 2026, nos arredores de Pompeia, mas a produção só deve funcionar a pleno vapor nos próximos anos.

Ansa - Brasil
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