'Ninguém ri ou chora em idiomas diferentes', diz Clooney após receber Leão de Ouro em Veneza
Astro americano afirmou que 'ninguém chega a lugar algum sozinho'
O ator George Clooney recebeu o Leão de Ouro pelo Conjunto da Obra na abertura do 83º Festival de Cinema de Veneza. Em seu discurso, o astro de 65 anos destacou a empatia e a conexão humana proporcionadas pela arte ao afirmar que ninguém ri ou chora em idiomas diferentes. Clooney alertou sobre as tentativas de silenciar artistas e jornalistas por aqueles que lucram com o medo, e encerrou com bom humor, celebrando seus 45 anos de cinema como uma sucessão de acontecimentos afortunados.
O ator e diretor americano George Clooney recebeu nesta quarta-feira (2) o Leão de Ouro pelo Conjunto da Obra, uma das principais homenagens do Festival Internacional de Cinema de Veneza, na Itália.
O galã de Hollywood participou da cerimônia na Sala Grande do Palazzo del Cinema, durante a abertura da 83ª edição do megaevento. Em seu discurso, Clooney afirmou que "ninguém ri ou chora em idiomas diferentes".
"Pais se preocupam da mesma maneira, e nós sonhamos da mesma forma. É por isso que é difícil acreditar que somos todos tão diferentes quanto dizem. Vivemos em uma época em que nos dizem para temer uns aos outros, mas não é bem assim", declarou Clooney.
No palco principal, o astro de 65 anos acrescentou que "a história nos ensina que as pessoas que se tenta silenciar não são os políticos", mas sim "os jornalistas que tentam fazer as perguntas certas, os artistas, os atores e os músicos".
"Histórias são sempre perigosas para aqueles que lucram com o medo. Filmes certamente não baixam a inflação, mas nos lembram de que estranhos podem ser os heróis da história de outra pessoa e de que ainda podemos nos sentar em uma sala de cinema escura e nos importar com a vida de pessoas que não conhecemos", comentou.
Clooney, que horas antes havia dito que os Estados Unidos são atualmente liderados por pessoas "incompetentes", também brincou sobre o prêmio recebido em Veneza.
"Quando você recebe a notícia, a primeira coisa que pensa é: 'Que honra'. A segunda é: 'Talvez eles saibam algo que eu não sei. Será que falaram com meus médicos?'. Faço filmes há 45 anos, mas, ao olhar para trás, não vejo uma carreira; vejo uma série de acontecimentos afortunados. Ninguém chega a lugar algum sozinho", concluiu. .
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