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Joias icônicas de Claudia Cardinale vão a leilão e revelam glamour de diva italiana

Atriz de 'O Leopardo' faleceu em setembro de 2025 aos 87 anos

22 jun 2026 - 13h55
(atualizado às 14h03)
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Um conjunto de 24 joias que pertenceu à atriz italiana e ícone do cinema Claudia Cardinale está sendo leiloado pela prestigiada Christie's, em Nova York, até o próximo dia 26 de junho.

As peças, usadas ao longo de décadas pela inesquecível intérprete de Angélica no clássico "O Leopardo" (1963), representam não apenas o glamour da era dourada do cinema europeu, mas também a trajetória pessoal e artística de uma das maiores estrelas da história da sétima arte.

Cardinale, que morreu em setembro do ano passado aos 87 anos, em Nemours, na França, reuniu ao longo da vida uma coleção marcada por nomes lendários da alta joalheria, como Bulgari, Cartier e Van Cleef & Arpels.

A maior parte das peças foi presenteada à atriz durante os anos 1960 por seu então marido, o produtor cinematográfico Franco Cristaldi, responsável por impulsionar sua carreira ao escolhê-la para o filme "I Soliti Ignoti" ("Os Eternos Desconhecidos"), em 1958.

Segundo a casa de leilões Christie's, as joias refletem a elegância, o charme e a personalidade marcante de Cardinale. Entre os destaques do leilão está o icônico relógio Bulgari "Serpenti", em esmalte e safira, símbolo máximo do glamour da "Dolce Vita".

O modelo ganhou fama internacional após ser usado por Elizabeth Taylor durante as filmagens de Cleópatra, em Cinecittà, em 1962.

Assim como outras grandes divas italianas do pós-guerra - entre elas Anna Magnani, Gina Lollobrigida, Sophia Loren e Monica Vitti -, Cardinale mantinha uma relação especial com a Bulgari, marca que se tornou sinônimo da sofisticação italiana no período.

Algumas peças possuem uma ligação direta com a carreira cinematográfica da atriz. Para o filme "A Pantera Cor-de-Rosa" (1963), por exemplo, a Van Cleef & Arpels criou especialmente para ela um ornamento de cabelo destinado à personagem Princesa Dala.

Em entrevista à Christie's, a filha da atriz, Claudia Squitieri, destacou o valor sentimental da coleção e afirmou que sua mãe costumava viajar pelo mundo promovendo seus filmes levando sempre suas joias favoritas.

"Atuar era o passaporte da minha mãe para o mundo. Ela viajava para todos os lugares para promover seus filmes, de Nova York a Tóquio, carregando suas joias favoritas porque não acreditava na filosofia de 'usei uma vez, nunca mais usarei'", contou.

Essa relação afetiva fica evidente em fotografias que mostram Cardinale usando o mesmo colar de esmeraldas e diamantes em diferentes momentos de sua carreira: em Roma, em 1970; em Los Angeles, em 1976; e em Cannes, em 1987.

"Adoro o fato de ela ter usado as mesmas joias a vida toda. Isso demonstra que elas tinham um significado especial para ela", acrescentou Squitieri.

Além de símbolo de elegância, as joias tornaram-se registros materiais da trajetória da atriz. Algumas remetiam a lugares que visitou; outras, aos personagens que interpretou e às mulheres que retratou nas telas.

"Ao longo dos anos, as joias se tornaram lembranças tangíveis de seu sucesso", enfatizou a filha da atriz.

Reconhecida internacionalmente por sua carreira artística, Claudia Cardinale também dedicou parte da vida ao ativismo. Como Embaixadora da Boa Vontade da Unesco, defendeu os direitos das mulheres e apoiou iniciativas culturais em diversos países. Em 2023, pouco antes de sua morte, ela e sua filha criaram uma fundação para jovens artistas mulheres, para a qual parte da renda do leilão será destinada.

Ansa - Brasil
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