Harry e Meghan são recebidos como 'realeza' em 1º compromisso público no Reino Unido
Duques de Sussex visitaram ONGs em Nottingham
Em seu primeiro compromisso público no Reino Unido após seis anos nos Estados Unidos, o príncipe Harry e Meghan Markle visitaram entidades beneficentes em Nottingham e foram ovacionados pela multidão. Apesar da calorosa recepção popular, o Palácio de Buckingham confirmou, via documento oficial, que os duques de Sussex seguem atuando apenas como cidadãos privados, sem funções reais de representação da monarquia e impedidos de utilizar o tratamento de "sua alteza real".
O príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle participaram do primeiro compromisso público nesta quinta-feira (15) desde que retornaram ao Reino Unido, em agosto. O casal visitou organizações beneficentes em Nottingham, onde foram recebidos como "realezas", apesar de não representarem mais a Casa Windsor.
Centenas de pessoas se aglomeraram em frente ao Community Recording Studio, entidade que oferece um estúdio de gravação para a comunidade local, para acompanhar a chegada dos duques de Sussex, e pedir para tirar selfies, conversar ou entregar flores a Harry e Meghan.
"Que aula vocês estão matando para estar aqui?", perguntou o filho caçula do rei Charles III aos estudantes presentes, falando com eles sobre suas matérias favoritas e seus planos para as próximas férias escolares.
"Nada de redes sociais? Muito bem, é isso que gostamos de ver", observou Harry a um grupo de crianças ? atualmente, o príncipe faz campanha contra a exposição de menores às redes sociais.
O casal esteve na cidade para visitar três organizações beneficentes que apoiam jovens e comunidades locais por meio da música, do cinema, do esporte e do combate à insegurança alimentar.
No ano passado, Harry doou 1,1 milhão de libras a um projeto a BBC Children in Need, voltado a apoiar jovens afetados pela violência na cidade de Nottingham.
O recente retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido, após seis anos nos Estados Unidos, não mudou o status do casal dentro da família real britânica.
Uma carta oficial assinada pelo Lorde Chamberlain, principal funcionário do Palácio de Buckingham, e enviada com autorização do rei Charles III a autoridades do governo, das Forças Armadas e de outras instituições ligadas à Casa de Windsor no início de setembro, confirmou que os duques de Sussex continuam a atuar como "cidadãos privados" e seguem sem funções de representação da monarquia.
O documento reforça que chamado Acordo de Sandringham, firmado em 2020, após a decisão do casal de se mudar para os Estados Unidos, permanece em vigor. Segundo o texto, Harry e Meghan "renunciaram a exercer deveres de representação em nome do Soberano" e não são mais "membros ativos" da família real.
A carta esclarece que o casal mantém os títulos de duque e duquesa de Sussex e que os filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, preservam o direito de sangue aos títulos principescos. No entanto, Harry e Meghan continuam sem poder usar o tratamento de "sua alteza real", e todos os seus compromissos no Reino Unido serão realizados sem o caráter de representação da monarquia.
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