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Fotógrafo italiano vence prêmio com imagem de elefanta com filhote morto

Foto de Federico Veronesi foi feita no leito seco de um rio na Namíbia

14 out 2026 - 14h59
(atualizado às 15h20)
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Resumo
O fotógrafo italiano Federico Veronesi venceu o prestigiado concurso "Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano de 2026", promovido pelo Museu de História Natural de Londres. Intitulada "As Consequências", a imagem em preto e branco foi capturada na Namíbia e retrata a comovente cena de uma elefanta carregando o corpo sem vida de seu filhote. O registro superou um recorde de mais de 65 mil inscrições de 121 países, destacando-se pela força emocional, impacto narrativo e excelência técnica.

Uma imagem em preto e branco de uma elefanta carregando o corpo sem vida de seu filhote, no leito seco de um rio na Namíbia, garantiu ao fotógrafo italiano Federico Veronesi o primeiro lugar no concurso "Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano de 2026".

O resultado foi anunciado na terça-feira (13) pelo Museu de História Natural de Londres, responsável pela premiação, considerada uma das mais prestigiadas do mundo na área da fotografia de natureza.

Intitulada "As Consequências", a fotografia foi registrada no Vale do Rio Huab. Na ocasião, Veronesi seguia rastros de uma elefanta quando percebeu marcas incomuns na areia.

Ao acompanhar os sinais, encontrou o animal transportando o corpo do filhote entre a tromba e uma das presas.

A força emocional e o significado da cena chamaram a atenção do júri. "Esta fotografia funciona em tantos níveis. Em um nível emocional, é um golpe devastador. Em um nível intelectual, demonstra que os animais possuem habilidades cognitivas. Esta fotografia diz tudo!", afirmou Kathy Moran, presidente da comissão avaliadora.

A edição deste ano registrou um número recorde de 65.403 fotografias inscritas, provenientes de 121 países e territórios.

As imagens foram analisadas por um júri internacional de especialistas em fotografia, cinema, ciência e conservação, que considerou critérios como criatividade, originalidade, qualidade técnica e capacidade de narrar histórias sobre o mundo natural.

Nascido em Milão, em 1975, Veronesi é fotógrafo profissional de natureza e guia de safári. Criado em uma família apaixonada por fotografia e pelo meio ambiente, desenvolveu desde cedo o interesse pela vida selvagem africana.

Em 2002, após concluir os estudos universitários, mudou-se para o Quênia para trabalhar com animais selvagens. Com o passar dos anos, consolidou seu estilo em preto e branco e passou a dedicar parte importante de seu trabalho aos elefantes.

O título de Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano ficou com o britânico Oscar Whitfield, que vive no Zimbábue. Sua imagem, intitulada "Labor of Love" (Trabalho de Amor), retrata o esforço de um besouro rola-bosta ao empurrar sua carga.

Na categoria para participantes com menos de 10 anos, a vencedora foi a britânica Amelie Davis, que registrou o voo de um zangão usando o celular do pai.

Entre os demais premiados, o americano Anton Sorokin venceu na categoria de anfíbios e répteis com uma fotografia de uma salamandra-da-califórnia depositando ovos em uma planta aquática. Já o grego Agorastos Papatsanis conquistou o primeiro lugar em plantas e fungos ao utilizar luz ultravioleta para destacar os caules luminosos de cogumelos sobre um tronco em decomposição.

Na categoria de vida selvagem urbana, o britânico Seth Forestson foi reconhecido por uma imagem de um lagarto-monitor transportando um peixe em um parque de Bangkok.

Outro destaque em preto e branco foi a fotografia do também britânico James Lewin, vencedora na categoria de animais em seu ambiente, que mostra um elefante jovem espirrando água em direção a zebras nas colinas de Chyulu, no Quênia. 

Ansa - Brasil
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