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Há 190 anos, Netto proclamava a República Rio-Grandense durante a Revolução Farroupilha

O dia 11 de setembro de 1836 marcou uma das passagens mais importantes da Revolução Farroupilha

11 set 2026 - 11h28
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Resumo
Em 11 de setembro de 1836, após a vitória na Batalha do Seival, o coronel Antônio de Souza Netto proclamou a República Rio-Grandense nos Campos dos Menezes. O ato transformou a Revolução Farroupilha de uma rebelião contra o Império em uma luta separatista republicana, estabelecendo a capital em Piratini e Bento Gonçalves como presidente. A experiência republicana durou quase uma década em meio à guerra, que só terminou em 1845 com o acordo de paz de Poncho Verde.

O dia 11 de setembro de 1836 marcou uma das passagens mais importantes da Revolução Farroupilha. Foi nessa data que o então coronel Antônio de Souza Netto proclamou, nos Campos dos Menezes, a República Rio-Grandense, durante o conflito que opunha os farroupilhas às forças do Império. O episódio ocorreu um dia depois da vitória dos rebeldes na Batalha do Seival, na região de Bagé.

Foto: Reprodução/Redes Sociais / Porto Alegre 24 horas

A proclamação aconteceu em meio à euforia provocada pela vitória militar. Depois do combate de 10 de setembro, oficiais ligados ao movimento republicano convenceram Netto a assumir o comando das forças e anunciar a separação da província. Na manhã seguinte, diante das tropas reunidas nos Campos dos Menezes, ele declarou a independência da então província de São Pedro do Rio Grande do Sul e anunciou a formação de um Estado com o nome de República Rio-Grandense.

O movimento, porém, não representava uma posição unânime entre as lideranças farroupilhas. Bento Gonçalves, uma das principais figuras da Revolução, não era inicialmente defensor da criação de uma república independente. Mesmo assim, depois da proclamação, acabou sendo escolhido como presidente da nova República, embora estivesse preso pelas forças imperiais na Bahia.

A decisão de Netto também mudou o caráter da revolta. O movimento havia começado em 1835 como uma rebelião contra o governo imperial e reivindicava, entre outras questões, mudanças políticas e econômicas. Com a proclamação, parte dos líderes passou a defender abertamente a formação de um Estado republicano separado do Império. Historiadores, entretanto, apontam diferentes interpretações sobre as motivações e os objetivos dessa ruptura.

A nova República estabeleceu Piratini como capital e passou a criar estruturas próprias de governo, além de adotar símbolos como uma bandeira tricolor. O território controlado pelos republicanos, no entanto, nunca correspondeu integralmente à atual área do Rio Grande do Sul, e a existência da República ocorreu em meio a quase uma década de guerra.

A proclamação foi um dos momentos decisivos da Revolução Farroupilha, conflito que se estendeu de 1835 a 1845. A guerra terminou com o acordo de paz conhecido como Paz de Poncho Verde, que encerrou o confronto entre os farroupilhas e o governo imperial.

O 11 de setembro permanece, assim, como uma das datas mais marcantes da história política e militar do Rio Grande do Sul. Foi naquele dia de 1836, nos campos próximos à fronteira, que Antônio de Souza Netto anunciou a República Rio-Grandense e transformou a revolta farroupilha em um movimento que passou a enfrentar diretamente o Império pela criação de uma república no sul do Brasil.

Porto Alegre 24 horas
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