Florença conclui restauração de afrescos de Giotto sobre São Francisco
Finalização dos trabalhos coincide com os 800 anos da morte do santo
A restauração dos afrescos de Giotto sobre São Francisco na Capela Bardi, em Florença, foi concluída após quatro anos de obras. Financiado pelo Ministério da Cultura italiano e doadores privados, o projeto coincidiu com os 800 anos da morte do santo. A intervenção removeu materiais degradados de reformas antigas, consolidou áreas frágeis e recuperou a legibilidade da revolucionária composição espacial e expressiva do mestre, revelando detalhes de suas técnicas a seco e variações cromáticas.
Após quatro anos de trabalhos, a restauração dos afrescos das "Histórias de São Francisco", de Giotto (1267-1337), foi concluída na Capela Bardi, na basílica de Santa Croce, em Florença.
O projeto permitiu uma leitura mais clara da pintura do mestre, revelando sua intensidade expressiva e sua concepção revolucionária do espaço pictórico.
A restauração foi realizada pela Opera di Santa Croce, entidade responsável pela basílica florentina, e financiada pelo Ministério da Cultura da Itália e por fundações e doadores privados. A conclusão coincide com as celebrações dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis.
A capela data do início do século 14 e foi encomendada pela poderosa família de banqueiros Bardi a Giotto, que criou afrescos dedicados a passagens marcantes da vida de São Francisco.
Segundo os restauradores, o trabalho evidenciou diferenças técnicas e estilísticas entre os pintores que atuaram na capela sob coordenação de Giotto, além de confirmar a capacidade do mestre de adaptar técnicas às suas necessidades expressivas.
Embora tenha trabalhado sobre afresco úmido, o artista recorreu amplamente a técnicas a seco para usar uma gama mais ampla de pigmentos e variar efeitos cromáticos e espaciais.
Na primeira fase da restauração, foram consolidadas as áreas mais frágeis, mitigadas formas perigosas de deterioração, removidos materiais alterados e substituídos muitos dos antigos preenchimentos sintéticos que datavam de reformas anteriores por misturas mais compatíveis com o gesso original.
A segunda etapa definiu a imagem final, com o preenchimento delicado das lacunas e intervenções voltadas a restituir a legibilidade da composição espacial de Giotto.
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