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Filme brasileiro sobre ditadura argentina vence 2 prêmios no Festival de Veneza

'Retorno a Buenos Aires' foi reconhecido pela crítica especializada

12 set 2026 - 15h16
(atualizado às 15h30)
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Resumo
A coprodução ítalo-brasileira "Retorno a Buenos Aires", dirigida por Marco Bechis, conquistou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator (Adriano Giannini) pelo Prêmio Francesco Pasinetti, da crítica italiana, no Festival de Veneza. Ovacionado pelo público, o longa aborda a ditadura militar argentina ao acompanhar o retorno de um sobrevivente para depor no julgamento de seus torturadores após 33 anos no exterior, trazendo à tona traumas reprimidos e destacando-se pelo forte compromisso social.

O filme "Retorno a Buenos Aires", coprodução ítalo-brasileira dirigida por Marco Bechis, conquistou neste sábado (12) dois prêmios da crítica especializada durante o Festival de Cinema de Veneza, na Itália.

'Retorno a Buenos Aires' foi reconhecido pela crítica especializada da Itália
'Retorno a Buenos Aires' foi reconhecido pela crítica especializada da Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A produção, que aborda a ditadura militar argentina, foi eleita Melhor Filme, enquanto Adriano Giannini recebeu o prêmio de Melhor Ator. Os reconhecimentos fazem parte do Prêmio Francesco Pasinetti, concedido pelo Sindicato Nacional dos Jornalistas Cinematográficos Italianos.

"A escolha chama a atenção para uma obra que transcende o valor puramente cinematográfico de uma narrativa envolvente. Ela reabre um capítulo importante do cinema de consciência social, no qual o senso de compromisso forte e profundamente pessoal e a tensão moral assumem novamente o protagonismo", informou o sindicato.

O longa foi exibido em Veneza na última sexta-feira (11) e, após a sessão, recebeu aplausos durante quase 15 minutos do público do megaevento cinematográfico.

O filme acompanha Mariano Guerra (Giannini), que retorna à Argentina depois de 33 anos na Itália para depor no julgamento dos ex-militares responsáveis por seu sequestro, tortura e escravização durante a ditadura.

O retorno, compartilhado com outras vítimas do regime, está longe de representar uma simples viagem ao passado. Os sobreviventes são alojados em instalações improvisadas do Ministério da Justiça, em um ambiente marcado pela tristeza, pelo medo e pela incerteza.

A experiência os obriga a confrontar lembranças que muitos tentaram manter reprimidas durante décadas. .

Ansa - Brasil
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