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'Era Chung' começa no Teatro alla Scala com estreia de 'Otello' em nova temporada

Maestro sul-coreano deverá ocupar cargo ao menos até 2030

29 mai 2026 - 09h26
(atualizado às 10h06)
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O maestro sul-coreano Myung-Whun Chung inicia oficialmente nesta sexta-feira (29) uma nova fase no Teatro alla Scala, em Milão, como diretor musical da histórica casa de ópera italiana, cargo que deverá ocupar ao menos até 2030.

Chung também comandará outra grande obra verdiana
Chung também comandará outra grande obra verdiana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A abertura da próxima temporada será marcada por uma nova montagem de Otello, de Giuseppe Verdi, sob direção cênica de Damiano Michieletto. A obra retorna ao palco de La Scala após 37 anos de ausência.

Segundo o superintendente Fortunato Ortombina, esta produção marcará também uma mudança simbólica importante: "Pela primeira vez, Otello não será pintado de preto", afirmou, em referência à tradição histórica do uso de maquiagem escura para representar o personagem criado por Verdi.

A estreia terá ainda um forte componente comemorativo. Em 2026, completam-se 50 anos da primeira transmissão televisiva ao vivo de uma abertura de temporada da La Scala pela emissora italiana Rai, realizada em 7 de dezembro de 1976, com "Otello" regido por Carlos Kleiber e dirigido por Franco Zeffirelli.

Também serão celebrados os 10 anos da retomada das transmissões ao vivo do espetáculo pela televisão italiana. Neste ano, graças à Rai Cultura, o evento será exibido também pela Rai 1.

Além de "Otello", Chung comandará outra grande obra verdiana, Macbeth, em uma temporada que combinará títulos clássicos e produções inéditas.

Entre os destaques estão La Bohème, na tradicional montagem de Zeffirelli, e obras menos frequentes no repertório da casa, como Nixon in China, do compositor americano John Adams, e Dom Quixote, de Jules Massenet.

Ortombina também destacou a necessidade de fortalecer o repertório tradicional da casa e investir na formação de novos intérpretes. "Nunca mais deve acontecer que La Scala fique tantos anos sem apresentar grandes títulos do repertório por medo de não encontrar vozes [adequadas]", declarou.

Entre as 13 óperas programadas para a próxima temporada estará também I Puritani, ausente da programação do teatro há seis décadas. "Se faltam vozes, devemos encontrá-las e cultivá-las.

Em La Scala, temos muito trabalho a fazer para delinear o perfil de uma nova geração de cantores", concluiu.  

Ansa - Brasil
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