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Criticada por Guccini, Meloni exalta legado e diz que seguirá 'cantando suas músicas'

Símbolo da canção italiana faleceu aos 86 anos de idade

6 ago 2026 - 15h19
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta quinta-feira (6) que continuará cantando as músicas do cantor e compositor Francesco Guccini, morto aos 86 anos, apesar de o artista ter sido um crítico declarado de sua atuação política.

    Em nota, Meloni destacou a relevância da obra de Guccini, considerado um dos grandes nomes da música folk italiana do século 20, e afirmou nutrir profunda admiração por suas canções.

    "Francesco Guccini deu voz às inquietações e aos ideais de gerações de italianos. Eu sempre amei profundamente a sua música e as suas canções", declarou a premiê.

    Meloni disse conhecer de cor muitas das letras do artista, que classificou como "esplêndidas, poéticas e líricas", e citou "Cirano" e "Cristoforo Colombo" como algumas das composições mais belas e profundas da música italiana. Segundo ela, Guccini também teve influência na formação de seus próprios ideais.

    "Continuarei cantando as suas músicas e agradecendo-lhe pelas emoções que ele nos proporcionou", afirmou a premiê italiana, acrescentando que fará isso "embora ele provavelmente não goste" e apesar das declarações hostis que o cantor fez contra ela ao longo dos anos.

    Por fim, Meloni ressaltou que a ideologia não define sua relação com a cultura. "Sou uma pessoa livre, e a liberdade de ler e ouvir tudo ? independentemente das diferenças ? será sempre a minha bússola", disse.

    Antes de morrer, Guccini fez críticas à primeira-ministra italiana, afirmando que ela apresentava "duas faces" e que sua verdadeira postura era marcada pela violência. O músico também comentou que setores da direita italiana sempre demonstraram apreço por suas letras, apesar das divergências políticas.

    Em uma entrevista à imprensa italiana, Guccini relatou que Meloni o procurou nos anos 1990, quando era secretária do grupo juvenil da Aliança Nacional, convidando-o para um encontro em Atreju ? convite que ele recusou.

    Segundo o cantor, a líder italiana passou a encarar as críticas de forma semelhante ao personagem Cirano, assumindo a posição de quem chegou ao poder e passou a ser alvo de rejeição. .

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