Crítica — O Espaço Infinito| por Rafa Gomes
"Neste longa nacional que traz a já conhecida, realidade dos físicos e sua pré disposição a loucura"
O Porto Alegre 24 Horas conferiu este drama nacional dirigido por Leo Bello que conta a história de Nina (Gabrielle Lopes), uma astrofísica que, sofreu um surto psicótico e acaba internada em uma clínica psiquiátrica, dando início a uma jornada em seu próprio subconsciente em busca de encontrar um caminho até a realidade.
O roteiro do filme gradualmente, mostra um retrato sobre temas como o tratamento da saúde mental, na manifestação do inconsciente. A história traz, a já conhecida realidade dos físicos e sua pré disposição a loucura, como relatos de físicos famosos da história. Casada com Theo, com quem tem um filho o Noah, Nina foi internada numa clínica de reabilitação com outros pacientes. Embora curto, o filme aborda algumas vertentes como a temática científica, a seriedade dos transtornos psiquiátricos e a complexidade dos relacionamentos familiares.
O roteiro é muito bem desenvolvido trazendo em seu fim, os gatilhos e traumas que levam nossa protagonista a chegar aonde chegou. O primeiro mérito do filme foi o fato do diretor ter deixado claro, a ajuda de especialistas em psiquiatria e psicologia para produzir o longa. E isso fez toda a diferença na construção e no desenrolar da trama.
Outro acerto do longa foi a escolha da atriz Gabrielle Lopes como a protagonista da história, ela conseguiu trazer muita sensibilidade para a personagem. Em um filme com um tema difícil de ser abordado e que os personagens também tem uma responsabilidade grande, ela nos entrega uma atuação perfeita, deu o tom que era necessário ao filme.
O Espaço Infinito consegue fazer um filme bem produzido e assertivo em sua proposta, é uma história que traz reflexão ao público sobre a importância da saúde mental e da busca por ajuda em momentos difíceis. O longa estreia nos cinemas, dia 10 de agosto.
Agora basta conferir!
Crítica Rafa Gomes.