Cineasta assina acordo e se declara culpado de homicídio
Randall Miller assumiu culpa em caso de assistente de câmera morta por um trem durante filmagens de filme
O cineasta Randall Miller se declarou culpado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) nesta segunda-feira (9) pela morte da assistente de câmera Sarah Jones, atingida por um trem durante as filmagens de Midnight Rider em fevereiro de 2014, de acordo com o jornal Los Angeles Times.
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A jovem, de 27 anos, morreu atropelada em um local onde as gravações estavam sendo produzidas, mas que a companhia não tinha permissão para trabalhar. Além do diretor, os produtores Jody Savin e Jay Sedrish também foram indiciados pelo crime e por entrar em área restrita sem autorização.
Miller, que até então defendia sua inocência, se declarou culpado como parte de um acordo com a promotoria do estado da Geórgia, Estados Unidos, onde a tragédia aconteceu. O acordo prevê a retirada das acusações sobre Savin, esposa de Miller, e Sedrish, em troca do reconhecimento de culpa do diretor.
Miller foi condenado a 10 anos de prisão, dos quais deve cumprir dois atrás das grades e o restante em liberdade condicional. Além disso, o cineasta deverá pagar uma multa de US$ 20 mil (R$ 63 mil) e realizar 360 horas de serviço comunitário.
A condenação proíbe que Miller atue como diretor, assistente de direção ou que exerça qualquer cargo de responsabilidade em produções cinematográficas nos próximos 10 anos.
Midnight Rider era uma adaptação da vida do cantor Gregg Allman, que seria protagonizada por William Hurt. O ator, que estava presente no momento da morte de Sarah, abandonou a produção pouco depois do ocorrido.
A morte de Sarah deu origem a um movimento na comunidade cinematográfica dos Estados Unidos pela melhora das medidas de segurança nas filmagens. Artistas como Anna Faris, Allison Janney, Paul Dano e Heather Locklear estão entre os que deram apoio público à causa.