Beatriz Segall e Herson Capri são mãe e filho no teatro
O espetáculo Conversando com Mamãe tem tudo para agradar a gregos e troianos. Afinal, que filho nunca precisou da mãe para tratar de problemas da vida? "A história agrada muito. Faz você rir, chorar. E tem verdade. Não é piegas. É delicada, vai fazer as pessoas se identificarem", define Beatriz Segall, feliz da vida com a volta aos palcos cariocas.
Na história de Santiago Carlos Oves, adaptada por Jordi Galceran, a atriz intepreta uma senhora de 82 anos que redescobre sua relação com o filho, um cinquentão em crise vivido por Herson Capri. "Ele é um executivo careta que está bem e, de repente, perde o emprego. Aí ele vai até a mãe para resolver seus problemas", conta o ator.
Dirigida pela mulher de Capri, Susana Garcia, a peça toca em temas como solidão, traição, aparência, casamento, desemprego, sexo e abandono. "O público vai percebendo que essa mãe é mais moderna do que o filho. A crise acaba aproximando os dois. O personagem volta a percebê-la de outra forma", adianta Herson, que está adorando contracenar com Beatriz. "Ela é incansável, um ícone", diz.