Ancona é eleita capital italiana da cultura em 2028
Cidade da costa adriática receberá contribuição de 1 milhão de euros
A cidade de Ancona, na região de Marcas, foi eleita nesta quarta-feira (18) como capital italiana da cultura para 2028.
O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, e o município de 100 mil habitantes receberá uma contribuição de 1 milhão de euros (R$ 6 milhões) para financiar a iniciativa.
Situada na costa adriática do país, Ancona foi escolhida por unanimidade, em uma disputa que contou com outras nove concorrentes: Anagni (Lazio), Catânia (Sicília), Colle di Val d'Elsa (Toscana), Forlì (Emilia-Romagna), Gravina in Puglia (Puglia), Massa (Toscana), Mirabella Eclano (Campânia), Sarzana (Ligúria) e Tarquinia (Lazio).
Segundo o comitê responsável pela designação, a cidade apresentou um "modelo de valorização cultural sólido e coerente, capaz de unir identidade e abertura internacional, em uma visão que prevê regeneração e inclusão".
O dossiê de candidatura de Ancona se divide em quatro macroáreas: uma para melhorar a relação entre infraestrutura e comunidade, outra para a recuperação dos espaços culturais do centro histórico, como a Pinacoteca e o Museu Arqueológico Nacional, a terceira para valorizar os parques da cidade, e a última para impulsionar projetos digitais e novas linguagens das jovens gerações.
"O título de capital italiana da cultura, que volta para Marcas pela segunda vez, após Pesaro 2024, é uma prova do enorme potencial de nossa região e da grandeza de um patrimônio que deseja ser descoberto pela Itália e pelo mundo inteiro", celebrou o governador marchigiano, Francesco Acquaroli.
O título de capital italiana da cultura foi instituído em 2015 e, desde então, já passou por municípios de norte a sul do país, como Cagliari, Siena, Mântua, Palermo, Parma, Bergamo e Brescia. Em 2026, o mandato é exercido por L'Aquila, no centro da península, enquanto Pordenone, no nordeste, herdará o posto em 2027.