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A 'premonição' de integrante dos Mamonas Assassinas horas antes do acidente

Tragédia que vitimou todos os membros da banda e outras quatro pessoas completa 30 anos nesta segunda-feira, 2

2 mar 2026 - 15h33
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A irreverência e a alegria da banda Mamonas Assassinas foram interrompidas abruptamente há exatos 30 anos, em 2 de março de 1996. No entanto, mesmo três décadas após a tragédia, um detalhe ainda gera curiosidade entre fãs do grupo: a "premonição" feita pelo tecladista Júlio Rasec poucas horas antes de embarcar no voo fatal.

Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas
Foto: reprodução / YouTube / Rolling Stone Brasil

Um vídeo da época, gravado no mesmo dia da viagem entre Brasília e São Paulo, mostra Júlio contando que havia tido um sonho estranho na noite anterior (via Correio e CNN Brasil). O músico, demonstrando certa inquietação nas imagens, afirmou:

"Essa noite eu sonhei com um negócio… parecia que o avião caía."

https://www.youtube.com/watch?v=2MReXXR7Jlw

Ele admitiu não saber o significado daquele sonho, mas o registro, exibido dias depois pelo Jornal Nacional, da TV Globo, e outros telejornais imortalizou o que muitos consideram um relato profético do que estava por vir.

Júlio não foi o único a tocar no assunto. O documentário MTV na Estrada registrou momentos em que o vocalista Dinho também fazia piadas sobre as condições da aeronave que os transportava.

Em um dos trechos, Dinho ria de supostas falhas no radar e no combustível. Em uma ironia trágica, ao ser perguntado se era "o Dinho dos Mamonas", ele respondeu: "Eu era".

A relação do grupo com a aviação sempre foi presente. O baixista Samuel Reoli desenhava aviões na infância e o primeiro nome de uma banda anterior de alguns integrantes, antes do sucesso, foi Ponte Aérea.

Acidente dos Mamonas Assassinas

Em 2 de março de 1996, após um show em Brasília para cerca de 4 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha, a banda embarcou no jato Learjet 25D rumo a Guarulhos. O voo transcorreu normalmente até a aproximação final. Às 23h16, após uma tentativa frustrada de pouso, o piloto Jorge Martins realizou uma manobra de arremetida.

Por razões atribuídas posteriormente à exaustão da tripulação e erro de navegação, a aeronave não ganhou altitude suficiente e colidiu contra a Serra da Cantareira.

Todos os Mamonas Assassinas morreram: Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec. Além deles, o acidente também vitimou outras quatro pessoas: o segurança Sérgio Saturnino Porto, o ajudante de palco Isaac Souto, o piloto Jorge Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.

A banda vivia o auge do sucesso e era um dos maiores fenômenos da música brasileira, tendo vendido mais de 1,8 milhão de cópias de seu álbum de estreia.

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