7 romances estrangeiros para ler no feriado
Lista com dicas de leitura inclui 'Ressurreição', último livro escrito por Tolstói, e outras obras de escritores estrangeiros contemporâneos
Com o feriado de Tiradentes se aproximando, selecionamos 7 livros de ficção, dentre lançamentos e relançamentos, de autores estrangeiros, para você ler no feriado.
A lista vai de nomes aclamados como Tolstói e Yuri Herrera até estreantes como Carmen Stephan e Lisa Ridzén, com histórias situadas em locais e contextos distintos.
Confira abaixo a lista de títulos.
Ressurreição
- Autor: Liev Tolstoi
- Tradução: Irineu Franco Perpetuo
- Editora: José Olympio (532 págs.; R$ 62)
Em edição traduzida a partir do original russo, Ressurreição é o último romance de Tolstói, publicado em 1899, que explora temas de redenção, moralidade e injustiça social na Rússia tsarista. Neste clássico da literatura russa, acompanhamos o conturbado relacionamento entre o príncipe Nekhliúdov e a bela Katiucha Máslova.
Malária: Um Romance
- Autor: Carmen Stephan
- Tradução: Claudia Abeling
- Editora: Tinta-da-China Brasil (168 págs.; R$ 79)
Tudo parece estar indo muito bem na viagem de Carmen pela Amazônia com o namorado, mas no último dia ela sente uma dor de cabeça inédita. Nenhum médico da Bahia e do Rio de Janeiro consegue ajudá-la: todos acham que se trata de dengue e se esquecem de examiná-la. O único ser que sabe a resposta é a fêmea de anófeles que a picou, e que narra em detalhes os 13 dias de calvário por que Carmen passa antes de chegar a um diagnóstico. O romance reflete sobre a relação entre o homem e a natureza é baseado na história vivida pela autora, que é alemã, em 2003, quando ela quase morreu.
Três
- Autor: Ann Quin
- Tradução: Gisele Eberspächer
- Editora: DBA (201 págs.; R$ 82)
A enigmática S, jovem que se recuperava de uma cirurgia na casa de Ruth e Leonard e passou a ser uma espécie de dama de companhia do casal, desaparece no mar. Ao receber a notícia, os dois começam a vasculhar os vestígios deixados pela antiga hóspede: filmes caseiros, gravações em áudio e diários pessoa. Com uma escrita que não faz concessões, a inglesa Ann Quin (1936-1973) revela a tensão sexual e psicológica entre os três.
Quando os Pássaros Voam para o Sul
- Autor: Lisa Ridzén
- Tradução: Guilherme da Silva Braga
- Editora: Record (336 págs.; R$ 62)
Bo mora em uma pequena cidade na Suécia cercada por florestas, neve e um silêncio que parece eterno. Aos 84 anos, sozinho desde que a esposa foi transferida para uma casa de repouso, ele depende das visitas de uma equipe de cuidadores e agarra-se aos pequenos gestos que o ajudam a conservar sua autonomia. É a estreia da sueca Lisa Ridzén na literatura com um romance sobre memória, afeto e tempo.
Os Nomes
- Autor: Florence Knapp
- Tradução: Juliana Romeiro
- Editora: Record (308 págs.; R$ 62)
Depois de uma tempestade catastrófica, Cora sai de casa com Maia, sua filha de nove anos, para registrar o filho recém-nascido. Seu marido, Gordon, um respeitado médico na cidade, mas uma presença aterrorizante e controladora em casa, quer que o filho receba seu nome, mantendo assim a tradição de sua família. Escrito pela inglesa Florence Knapp e eleito o livro do ano pelo Sunday Times e pelo Daily Mail, é a história de três nomes, de três versões de uma vida e das infinitas possibilidades que uma única decisão pode desencadear.
Trilogia Mexicana
- Autor: Yuri Herrera
- Tradução: Rachel dos Guimaráes Gutiérrez
- Editora: Amarcord (336 págs.; R$ 62)
Uma fronteira demarca muito mais que limites territoriais, mas também imaginários, destinos e formas de vida. Em sua Trilogia Mexicana, o aclamado escritor mexicano Yuri Herrera retrata um país dominado pela violência e pelo tráfico de drogas, separado física e simbolicamente de um território onde a prosperidade é uma promessa constante.
O Livreiro de Gaza
- Autor: Rachid Benzine
- Tradução: Sofia Soter
- Editora: Intrínseca (112 págs.; R$ 53)
Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e vielas em busca de registros para o Ocidente nesta história criado pelo marroquino Rachid Benzine. Quando chega a um bairro menos afetado, se depara com uma cena que parece inusitada: entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, um senhor está sentado diante de uma vitrine repleta de livros, lendo serenamente, como se esperasse.
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