'168 Horas': Sucesso, desafios e ovos nos bastidores da série vertical
Com milhões de visualizações, a série vertical 168 Horas virou sucesso nas redes sociais ao narrar o romance de Moça e Tato, vividos por Isadora Vasconcellos e Matheus Xavier. Criada e dirigida por Eduardo Gil para estrear a plataforma Jimer Play, a produção superou as expectativas do elenco, que enfrentou o desafio inédito do formato para celular, filmando a obra em apenas três dias. O processo exigiu rápidas transições emocionais e superou perrengues como o forte odor de ovos podres no set.
A série vertical 168 Horas conquistou a internet com a história de Moça e Tato, personagens interpretados por Isadora Vasconcellos e Matheus Xavier. Em entrevista à Todateen, os protagonistas contaram que o sucesso foi muito maior do que eles imaginavam quando começaram as gravações.
"É algo que a gente nunca imaginaria! Eu fiquei alucinada na primeira semana", conta Isadora. Matheus também admite que a repercussão foi maior que esperava: "A gente não esperava tanto assim".
Essa surpresa, para os atores, vem muito do cenário atual das séries verticais, uma vez que ainda são uma novidade tanto para quem produz quanto para quem assiste."As novelas verticais, as séries verticais no Brasil ainda são um mistério. A gente ainda está tentando se adaptar e ver como é que o público aceita isso", explica Matheus.
Mas aparentemente 168 Horas descobriu a formulinha do sucesso, porque alcançou milhões de visualizações e conquistou nossos corações.
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Tá, mas como surgiu 168 Horas?
A série é a produção de estreia do Jimer Play, um espaço voltado para conteúdos cinemáticos verticais dentro das redes sociais. A proposta é reunir diferentes séries e, futuramente, também explorar outros formatos de conteúdo.
Com a criação desse projeto, Isadora e Matheus receberam o convite de Eduardo Gil para protagonizarem a série de estreia da plataforma. Eduardo é diretor e roteirista de 168 Horas, além de diretor do Jimmer Play.
Essa parceria já vinha de antes das gravações, já que os dois atores são formados pela escola de interpretação de Eduardo Gil e Rubens Sant'Ana. "Nós já somos uma equipe meio família, e aí quando a ideia nasceu, nós já a abraçamos muito rápido", conta o ator. E complementa destacando o papel importante de Eduardo Gil: "Essa questão do roteiro, o Eduardo Gil é o grande gênio mesmo. Ele entendeu alguma coisa sobre as séries verticais que poucas pessoas entenderam até agora", afirma.
A história acompanha Moça e Tato, duas pessoas que se encontram em um momento decisivo, e, claro, vivem um romance perfeito, do jeitinho que a gente ama. A produção aposta em episódios curtos e em uma linguagem pensada para a tela do celular.
Maiores desafios das gravações
Começar algo novo é sempre um convite para sair da zona de conforto. E, para Isadora e Matheus, 168 Horas trouxe justamente esse desafio: além de dar vida aos personagens, os dois precisaram descobrir, na prática, como atuar para uma tela vertical e lidar com uma rotina intensa de gravações. Por isso, buscamos saber quais foram os momentos mais desafiadores durante a produção.
Uma das principais dificuldades, para Matheus, foi entender como desenvolver o personagem dentro das limitações e possibilidades de uma tela vertical. "Meu maior desafio foi o pouco tempo para desenvolver o personagem e entender como isso ia se encaixar na câmera", explica o ator.
Como ator, foi bastante nova a interpretação voltada para as redes sociais. "O quão estridente precisa ser a minha atuação para chamar a atenção do público, o quão rápido eu preciso ser, onde eu posso me movimentar, porque a tela está na vertical", conta Matheus.
Com uma equipe reduzida, as cenas - que normalmente são distribuídas para vários atores- ficaram concentradas nos dois protagonistas. A atriz conta que esse foi o maior desafio para ela. "Na primeira diária nós gravamos 18 cenas", revela Isadora.
E tem mais! As gravações não são feitas em ordem e com as cenas de 168 Horas quase exclusivamente concentradas nos protagonistas, ambos precisavam mudar rapidamente de estado emocional durante as gravações e a atriz destacou a dificuldade dessa "transição emocional" tão rápida.
Melhores momentos durante a produção
Os protagonistas falaram com muita empolgação e carinho sobre todo o projeto, mas como somos curiosas, investigamos para saber qual foi a melhor parte de gravar 168 Horas.
Interpretar o Tato, trabalhar novamente ao lado de pessoas que já conhecia e toda a proximidade entre elenco foram os principais pontos que Matheus destacou. "Fazer o Tato foi maravilhoso. O processo do set foi maravilhoso, porque a gente se entende meio que por olhar", conta.
Essa produção com um grupo já conhecido - e muito dedicado - foi uma das partes favoritas do projeto para Isadora "Para mim, a melhor parte foi justamente todo o processo coletivo que fez nascer 168 Horas", afirma.
Depois de todo esse trabalho, acompanhar a resposta do público se tornou uma experiência marcante para os atores."A parte mais legal é ver tudo isso que a gente construiu recebendo o reconhecimento que tem recebido", diz Isadora.
30 ovos podres e uma gravação em três dias
Se o resultado final de 168 Horas parece cinematográfico, os bastidores tiveram alguns momentos beeem menos glamourosos (e, sim, um deles envolveu uma caixa de 30 ovos).
A primeira diária de gravação foi dedicada às cenas que aconteciam no apartamento. O local estava vazio havia cerca de quatro meses. O problema?
"Quatro meses atrás foi deixada uma caixa de 30 ovos no apartamento. E nunca mais ninguém voltou lá", conta Isadora.
O resultado já dá para imaginar , né?
"Resumindo, todas as cenas do apartamento foram gravadas nesse aroma de ovo podre. É algo que com certeza as pessoas não imaginam", brinca a atriz.
E o detalhe mais curioso é que aquela não foi apenas uma diária comum. Foram 18 cenas gravadas no mesmo dia.
Outro fato que pode surpreender quem assistiu à produção é a velocidade das gravações. 168 Horas foi filmada em espaço muito curto de tempo.
"A série inteira foi gravada em três dias, basicamente. Teve uma cena ou outra que a gente teve que adiar para chuva ou algo do tipo, mas foram três dias", conta Matheus.
No fim, quem vê close, realmente não vê corre, mas nada abalou essa produção que virou queridinha nas redes sociais.
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