X Corp impede que startup de mídia social use nome "Twitter"
A X Corp, de Elon Musk, obteve uma liminar na Justiça dos EUA que impede a startup Operation Bluebird de usar o nome "Twitter" em uma rede concorrente, sob o risco de confundir consumidores. O juiz rejeitou a tese de abandono da marca pela X, mas liberou a Bluebird para utilizar o logotipo do pássaro azul e o termo "Tweet", entendendo que esses direitos foram descartados por Musk após a aquisição de 2022. O processo contra a suposta violação de marcas registradas segue em andamento.
A X Corp, de Elon Musk, conseguiu nesta quinta-feira que um juiz norte-americano emitisse uma liminar impedindo a startup de mídia social Operation Bluebird de usar o nome "Twitter" e outras marcas relacionadas ao Twitter em sua plataforma, mas não conseguiu barrar a Bluebird de utilizar o logotipo do pássaro do Twitter.
O juiz federal Colm Connolly afirmou que a X provavelmente conseguiria provar que o "Twitter" da Bluebird confundiria os consumidores e infringiria suas marcas registradas, rejeitando o argumento da Bluebird de que a X havia abandonado seus direitos sobre a marca "Twitter" quando Musk renomeou o Twitter após adquiri-lo por US$44 bilhões em 2022.
Connolly também afirmou, no entanto, que a X havia abandonado seus direitos sobre a palavra "Tweet" e o logotipo do pássaro azul do Twitter, citando as declarações de Musk de que a X "daria adeus" a "todos os pássaros" e "retiraria o logotipo do Twitter do prédio com maçaricos".
Porta-vozes da Bluebird e da X não responderam imediatamente a pedidos da Reuters para comentários.
A Operation Bluebird solicitou ao Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos em dezembro o cancelamento das marcas registradas "Twitter" da X, argumentando que a empresa as havia abandonado. A Bluebird afirmou que desejava usar as marcas para uma plataforma concorrente e, separadamente, solicitou o registro de sua própria marca "Twitter".
A X processou a Bluebird no final daquele mês. Na ação, a empresa afirmou que sua marca "Twitter" ainda estava "viva e bem" e não estava disponível e que a tentativa da Operation Bluebird de "roubar" o nome constituía violação de marca registrada.
Nesta quinta-feira, Connolly deferiu o pedido da X de uma liminar que impede a Bluebird de usar as marcas nominativas "Twitter" durante o processo, concluindo que as alegações de violação da X provavelmente terão sucesso.
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