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Trump nomeia Jay Clayton, chefe de inteligência, como czar da IA para liderar força-tarefa

4 out 2026 - 11h35
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Resumo
Donald Trump nomeou Jay Clayton, diretor de Inteligência Nacional, como o novo "czar" da inteligência artificial para liderar a recém-criada Força de Superinteligência. O objetivo é manter os EUA na vanguarda global da IA e frear a concorrência chinesa. O grupo terá 120 dias para apresentar um relatório sobre riscos, ataques cibernéticos e oportunidades, equilibrando a segurança tecnológica sem recorrer a regulações excessivas que possam prejudicar a competitividade do país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ‌no domingo que nomeou o diretor de Inteligência Nacional, Jay Clayton, como "czar" da inteligência artificial, encarregando-o de coordenar os esforços do governo federal para manter a liderança dos EUA nessa tecnologia.

Trump, que tem pressionado para que a inteligência artificial seja renomeada como "superinteligência", disse ⁠que Clayton chefiará a recém-criada Força de Superinteligência (SIF), supervisionando o envolvimento ‌do governo com consumidores, grupos religiosos, empresas de IA e outras partes interessadas.

Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump ‌escreveu que a SIF terá como ‌objetivo "garantir que os Estados Unidos continuem liderando o mundo em ⁠superinteligência" e "proteger os interesses e melhorar a vida de todos os americanos".

O anúncio confirmou uma reportagem do Wall Street Journal na qual Clayton, nomeado chefe de inteligência em agosto, afirmou que Trump o havia escolhido para liderar os esforços do governo para manter ‌os EUA na vanguarda da IA. "O risco de não sermos os ‌primeiros é alto", disse ⁠Clayton ao jornal.

Clayton ⁠afirmou que a força-tarefa terá 120 dias para elaborar um relatório avaliando os ⁠riscos e oportunidades apresentados pela ‌IA e recomendando qual ‌papel o governo federal deveria desempenhar.

A segurança da IA tornou-se uma questão importante nas últimas semanas, com alguns pesquisadores alertando que as pessoas que desenvolvem a tecnologia acreditam que ela ⁠poderia matar seres humanos dentro de uma década. Vários parlamentares democratas e republicanos reagiram com preocupação e pediram mais medidas.

Trump parece ter adotado uma postura mais branda em relação à regulamentação da IA, argumentando que uma supervisão ‌excessiva poderia enfraquecer a competitividade frente à China. Ele afirmou na terça-feira que não deseja trabalhar com o presidente chinês, Xi ⁠Jinping, na regulamentação da tecnologia de IA.

O painel de Clayton analisará os riscos relacionados à IA e os atuais mecanismos governamentais de notificação de violações, ataques cibernéticos e outros incidentes, além de recomendar formas de fortalecer as capacidades de resposta federal dentro das competências existentes, informou o Journal, citando o regulamento da força-tarefa.

Esta é a segunda vez que Trump nomeia um assessor para supervisionar as decisões relacionadas à IA. O investidor de capital de risco David Sacks ocupou o cargo de "czar da IA" no início do segundo mandato de Trump.

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