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Trabalhadores da Samsung na Coreia entrarão em greve na 5ª-feira, diz sindicato

20 mai 2026 - 11h03
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Cerca de 48 ‌mil trabalhadores da Samsung Electronics devem cruzar os braços na quinta-feira, depois que as negociações sobre o pagamento de bônus foram interrompidas sem um acordo - uma greve que ameaça a economia da Coreia do Sul e pode afetar o fornecimento global de chips de memória.

As esperanças de um acordo foram mantidas vivas, no entanto, depois que as negociações foram retomadas no final da tarde de quarta-feira, agora mediadas pelo Ministro ⁠do Trabalho sul-coreano, Kim Young-hoon.

No início do dia, o líder sindical Choi Seung-ho disse a jornalistas que o sindicato ‌havia aceitado uma proposta final apresentada pelo chefe da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, mas que a greve de 18 dias irá acontecer, já que a administração da empresa não havia chegado a um ‌acordo sobre outro ponto de atrito.

"Gostaria de pedir desculpas ao público ‌por não ter conseguido chegar a um bom resultado, apesar de ter feito o maior número ⁠possível de concessões", disse ele, curvando-se e segurando as lágrimas. "Não cessaremos nossos esforços para chegar a um acordo, mesmo durante a greve."

SAMSUNG DIZ QUE EXIGÊNCIAS SÃO INACEITÁVEIS

A Samsung disse em um comunicado que o sindicato havia insistido em "exigências inaceitáveis" que incluem o tamanho dos bônus para unidades deficitárias.

"A razão pela qual não foi possível chegar a um acordo .... é que aceitar as exigências excessivas do sindicato prejudicará os princípios fundamentais da ‌administração da empresa", disse.

Alguns investidores disseram que estão mais preocupados com as perspectivas de um aumento permanente nos custos ‌trabalhistas do que com os custos ⁠pontuais da greve.

ARBITRAGEM EMERGENCIAL ⁠OU NÃO?

Grande parte da atenção se voltará agora para a possibilidade de o governo da Coreia do Sul intervir e ⁠ordenar uma arbitragem de emergência, conforme alertou no fim de ‌semana, citando os possíveis danos que ‌a greve poderá infligir à economia.

A Samsung é responsável por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul e também é a maior fabricante de chips de memória do mundo.

Uma ordem de arbitragem de emergência, que raramente tem sido empregada, pode colocar a greve em espera por 30 ⁠dias enquanto o governo media as negociações.

Mas uma autoridade do governo sul-coreano disse na quarta-feira que a conversa sobre a arbitragem de emergência é prematura e que ainda há tempo para o diálogo.

CRÍTICAS DO PRESIDENTE

A natureza exata do ponto de atrito restante não ficou clara.

O sindicato exige que a Samsung pare de impor limite máximo de bônus, que é de 50% dos ‌salários anuais, aloque 15% do lucro operacional anual para bônus e que essas mudanças sejam formalizadas para além de um ano.

Os dois lados estão em desacordo sobre como os bônus de desempenho serão distribuídos ⁠entre os negócios de chips de memória extremamente lucrativos do conglomerado e os negócios de chips lógicos deficitários, informou a Reuters anteriormente.

Na quarta-feira, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, disse que um determinado sindicato estava "passando dos limites" ao reivindicar uma parte do lucro operacional de uma empresa, mesmo antes do pagamento do imposto de renda.

FRUSTRAÇÃO

A Samsung continua sendo um dos locais de trabalho mais procurados na Coreia, mas os funcionários estão furiosos com a diferença salarial em relação à rival menor SK Hynix, que assumiu a liderança no fornecimento de chips de memória de alta largura de banda para microprocessadores de inteligência artificial para a Nvidia.

O sindicato da Samsung afirma que, no ano passado, os funcionários da SK Hynix receberam bônus mais de três vezes maiores do que os da Samsung, o que resultou em um êxodo de funcionários da Samsung para a SK Hynix e um aumento na filiação ao sindicato.

Os 48 mil funcionários da Samsung que planejam fazer greve representam 38% da força de trabalho doméstica da companhia.

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