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Robôs humanoides pulverizam recordes esportivos durante competição em Pequim

Robôs humanoides, programados como atletas, pulverizaram vários recordes esportivos, incluindo o de Usain Bolt nos 100 metros rasos. Os desempenhos surpreenderam e encantaram centenas de espectadores durante os Jogos Mundiais de Robôs, realizados neste fim de semana em Pequim.

23 ago 2026 - 12h19
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Resumo
Durante uma competição em Pequim, a China exibiu seus avanços com robôs humanoides disputando modalidades esportivas. O destaque foi o robô Tiangong Ultra, que quebrou recordes mundiais do atletismo humano ao fazer os 100 metros rasos em 9,39 segundos, superando Usain Bolt, e os 400 metros em 38,15 segundos. O evento, marcado tanto por marcas impressionantes quanto por falhas cômicas das máquinas, reforçou o rápido desenvolvimento da tecnologia e da robótica no país.

A segunda edição da competição para robôs com formas ou características humanas também serviu para a China exibir seus avanços industriais no setor. Dezenas de humanoides sem rosto, operados por humanos, testaram suas habilidades e capacidades no Estádio Olímpico de Patinação de Velocidade de Pequim. A competição contou com modalidades tão diversas quanto atletismo, boxe, futebol e artes marciais.

Durante a cerimônia de abertura, no sábado (22), um robô chinês quebrou o recorde do jamaicano e lenda do atletismo Usain Bolt nos 100 metros rasos. A façanha ganhou as manchetes da imprensa estatal chinesa.

Batizado de Tiangong Ultra, o humanoide vermelho e sem cabeça, desenvolvido pela fabricante chinesa de smartphones Honor, completou a distância em 9,39 segundos, de acordo com o canal público CCTV. A marca superou o recorde de Bolt (9,58 segundos), estabelecido em 2009.

Recorde nos 400 metros rasos

Neste domingo (23), o Tiangong Ultra conquistou outra medalha ao bater o recorde mundial dos 400 metros rasos por quase cinco segundos. Desenvolvido por um centro de pesquisas de Pequim, o robô completou a prova em 38,15 segundos. O recorde do sul-africano Wayde van Niekerk (43,03 segundos) foi estabelecido nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Alguns robôs exibiram estilos inusitados na pista de atletismo, surpreendendo a plateia. Em uma das séries dos 400 metros rasos, um robô agitava os braços de um lado para o outro enquanto corria. Ele se inclinava perigosamente para a frente, levando os torcedores a temer que caísse. A máquina cambaleou perto da linha de chegada, mas conseguiu permanecer de pé.

Falhas dos robôs-atletas

O público se divertiu com as falhas dos robôs-atletas. Vários corredores não conseguiram sequer iniciar as provas. Outros percorreram a pista no ritmo de uma simples caminhada acelerada ou desabaram logo após o tiro de largada.

A plateia caiu na gargalhada quando um humanoide em um ringue de boxe tropeçou, perdeu o equilíbrio e caiu sobre as cordas. Ele permaneceu imóvel até que algumas pessoas o levantaram e o retiraram do local.

Hou Yali, de 72 anos, afirmou que os recordes alcançados no fim de semana despertaram nela a vontade de assistir a um confronto entre máquinas e seres humanos. Assim, segundo a aposentada e moradora de Pequim, "veremos com mais clareza se as máquinas conseguem superar os seres humanos".

Hou, que paga assistentes para limpar sua casa e preparar suas refeições todas as semanas, disse que gostaria que os robôs assumissem essas tarefas domésticas. "Com o desenvolvimento da economia do nosso país, as pessoas têm mais dinheiro e podem usar robôs", afirmou.

Com AFP

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