O plano da Coreia do Norte de infiltrar milhares de trabalhadores falsos em empresas ocidentais — e faturar milhões com isso
E fizeram isso com ajuda de funcionários dos EUA e Europa
Um esquema sofisticado ligado à Coreia do Norte pode estar infiltrando profissionais de tecnologia em empresas ocidentais em larga escala. Segundo pesquisadores de cibersegurança, o país teria mobilizado mais de 100 mil trabalhadores de TI para atuar remotamente sob identidades falsas, gerando até US$ 500 milhões por ano para o regime de Kim Jong-un.
A operação envolve desenvolvedores, hackers e especialistas em tecnologia que conseguem emprego em empresas legítimas, muitas vezes sem levantar suspeitas. Em alguns casos, os próprios profissionais nem sabem que estão ligados ao governo norte-coreano.
Como funciona a infiltração
De acordo com relatórios da Flare Research e da IBM X-Force (link no primeiro parágrafo), esses trabalhadores utilizam identidades falsas, frequentemente com nomes americanos, para aumentar suas chances de contratação. Há até orientações específicas: por exemplo, mencionar o nome do recrutador pode aumentar em até 26% a probabilidade de conseguir a vaga.
As áreas mais visadas incluem WordPress, blockchain e .NET, tecnologias amplamente usadas no mercado global. Para esconder sua localização real, os agentes utilizam VPNs, incluindo ferramentas próprias, como o NetKey VPN, além de serviços comerciais.
A comunicação interna também ocorre por plataformas descentralizadas e softwares de código aberto, dificultando o rastreamento das atividades.
Um esquema global e difícil de detectar
O plano conta ainda com intermediários nos Estados Unidos e na Europa, que ajudam ...
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