Northvolt foi fundada para parar de depender de baterias chinesas; agora ela está se afogando e vendo aproximação da principal rival chinesa
Northvolt declarou falência com uma dívida superior a 5 bilhões de euros Foi a grande promessa para baterias de carros elétricos na Europa e há rumores sobre uma possível parceria com a CATL, sua principal rival chinesa
Embora o Ocidente não queira, depende da China para seu grande objetivo de médio prazo. No processo de descarbonização, o Ocidente quer mais energia renovável e mais carros elétricos. E aí a China leva vantagem graças tanto ao domínio da produção de terras raras quanto das baterias para esses veículos. Na Europa, a alternativa e grande promessa se chamava Northvolt, uma empresa sueca que foi o grande projeto europeu de produção de baterias.
Agora estão perdidos e a má notícia é que o maior fabricante de baterias do mundo, a CATL, é chinês e está atrás deles.
Tremores
Há alguns meses, surgiu um boato de que a Northvolt estava em apuros. Havia apenas uma fonte com o assunto e a empresa sueca não abriu a boca, mas a notícia por outros canais e pela própria empresa não demoraria a chegar. A Northvolt, que seria a salvação da Europa na luta pela produção de baterias, demitiria 1,6 mil de seus 6.5 mil funcionários na fábrica da Suécia.
Foi uma interrupção repentina dos planos de produção em 2026, mas as notícias não vieram sozinhas. Em novembro, a Northvolt entrou com pedido de falência. Em um comunicado, a empresa anunciou que estava entrando com pedido de falência nos Estados Unidos, com uma dívida acumulada de 5,8 bilhões de euros. (36,6 bilhões de reais).
Furo na grande esperança
Nem tudo está perdido, pois o objetivo é resgatar a empresa antes do final do primeiro trimestre de 2025, mas ninguém, nem mesmo a Suécia, ousa financiar essa grande promessa europeia. A ideia ...
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