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No Japão, casas estão sendo vendidas por até 50% menos do que seu valor de mercado: há duas palavras que explicam isso: "jiko bukken"

O receio em relação às "jiko bukken", casas associadas à morte, permite que as pessoas aluguem ou comprem imóveis com descontos significativos

5 nov 2026 - 14h45
(atualizado às 15h08)
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Resumo
No Japão, imóveis conhecidos como "jiko bukken" chegam a custar até metade do valor de mercado devido a tragédias ocorridas no local, como suicídios e mortes, o que gera o estigma de propriedades assombradas. Movidos pela forte superstição local, proprietários reduzem drasticamente os preços para atrair moradores que, ignorando o passado sombrio ou supostas atividades paranormais, aproveitam os grandes descontos para economizar no aluguel ou na compra da casa própria em bairros nobres.
Imagens | Patricia Haller-Anguela (Unsplash) e Luke Paris (Unsplash)
Imagens | Patricia Haller-Anguela (Unsplash) e Luke Paris (Unsplash)
Foto: Imagens | Patricia Haller-Anguela (Unsplash) e Luke Paris (Unsplash) / Xataka

Ryua mora em um pequeno apartamento no bairro de Setagaya, em Tóquio, pelo qual deveria pagar 62 mil ienes de aluguel, cerca de R$ 2,1 mil. Esse é o preço de mercado. Na verdade, ela paga 45 mil ienes, 30% a menos. Algo semelhante acontece com Diane Tincher, uma guia turística americana que vive no Japão há várias décadas. Em circunstâncias normais, sua casa em Kagoshima custaria 45 milhões de ienes, mas ela a comprou por menos da metade desse valor.

Se Ryua ou Diane pagam tão pouco por suas casas, não é por erro de cálculo ou por generosidade imobiliária. Suas casas são subvalorizadas porque são consideradas jiko bukken, propriedades assombradas ou associadas a tragédias.

"Decidi fazer amizade com o fantasma"

Essas são as palavras de Ryua, uma jovem idol que recentemente explicou à BBC como conseguiu morar em um elegante bairro de Tóquio pagando um aluguel muito abaixo do valor de mercado. Quando foi visitar o estúdio de 25 metros quadrados quatro anos atrás, disseram-lhe que ele tinha uma história trágica: um homem havia cometido suicídio lá dentro.

A própria Ryua recorda que, na primeira vez que entrou no apartamento, viu "um fantasma", um homem que a encarava fixamente, visível apenas para ela. Mesmo hoje, afirma sentir atividade paranormal. Verdade ou não, o que é inegável é que a história do apartamento acabou sendo perfeita para a jovem. A cada aluguel, ela economiza 17 mil ienes. "Decidi fazer amizade com o fantasma."

"Eles são muito supersticiosos"

Diane Tincher é ...

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